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Pacheco repudia atentado contra Trump e apela por pacificação política: ‘atos extremistas vêm se repetindo’

Presidente do Congresso Nacional desejou ‘pronta recuperação’ ao candidato republicano à presidência dos Estados Unidos

Presidente Rodrigo Pacheco manifestou repúdio ao ataque sofrido por Donald Trump durante comício na Pensilvânia

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), manifestou repúdio, neste domingo (14), ao ataque sofrido por Donald Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, durante comício na cidade de Butler, na Pensilvânia. Em um apelo por pacificação política, Pacheco citou que práticas violentas têm ocorrido com frequência e declarou que, sem intervenção, tragédias vão acontecer.

“Atos extremistas e violentos vêm se repetindo mundo afora, não só na esfera política, e uma reflexão urgente sobre esse estado permanente de ódio se impõe”, escreveu. “Ou ampliamos a busca pela convivência pacífica e democrática, ou veremos outras tragédias acontecerem”, acrescentou em nota.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também repudiou o ataque a tiros contra Trump. “A Câmara dos Deputados, Casa do povo e da democracia, repudia com veemência qualquer ato violento como o que atentou contra o candidato à presidência dos EUA, Donald Trump. As divergências se resolvem no voto da maioria e na vontade do povo”, escreveu.

O atentado contra o norte-americano incitou reações principalmente entre os parlamentares de oposição do Congresso Nacional que compõem o grupo de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma onda de comparações entre o ataque recém-ocorrido e a facada que atingiu Bolsonaro durante a campanha eleitoral à presidência brasileira em 2018 ganhou força entre os bolsonaristas da Câmara e do Senado Federal.

Pelas redes sociais, o líder da oposição, deputado Filipe Barros (PL-PR), citou a similaridade entre o episódio da facada e o atentado contra Trump e desejou uma rápida recuperação ao candidato republicano. “A tentativa de assassinato de Donald Trump lembra, e muito, o que ocorreu no Brasil em 2018, quando nosso ex-presidente Jair Bolsonaro quase morreu por uma facada”, escreveu. “O processo de desumanização das figuras públicas da direita mundial precisa ser parado”, acrescentou.

Entre os governistas, a opção foi manter o tom adotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em manifestação ainda nesse sábado. O petista classificou o ataque como inaceitável. “O atentado contra o ex-presidente Donald Trump deve ser repudiado veementemente por todos os defensores da democracia e do diálogo na política”, publicou. O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), também condenou o ataque. “Não há espaço para brutalidade onde imperam o respeito, a tolerância e os valores democráticos”, publicou.


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Repórter de política em Brasília. Na Itatiaia desde 2021, foi chefe de reportagem do portal e produziu série especial sobre alimentação escolar financiada pela Jeduca. Antes, repórter de Cidades em O Tempo. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais.