O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou nesta sexta-feira (9) a
“Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões.”
Lula ressaltou o cenário do aumento do protecionismo no mundo e disse que o acordo entre os blocos europeu e sul-americano “é uma sinalização em favor do comércio internacional como fator para o crescimento econômico”, com benefícios para os dois grupos.
“O texto amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados. Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, finalizou o presidente.
A aprovação só foi possível com o aval da Itália, já que era necessário o apoio de 15 dos 27 países do bloco e que juntos representassem pelo menos 65% da população total do grupo. Caso Roma tivesse se aliado à França, Hungria, Irlanda, Áustria e Polônia, únicas a se posicionarem contra, o tratado teria sido barrado pela regra da proporcionalidade de habitantes.
Diante do aval, a expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje à Assunção, no Paraguai, na próxima segunda-feira (12), para assinar o acordo.
Entretanto, o tratado não passa a valer imediatamente já que ainda depende da chancela do Parlamento Europeu, o que só deve acontecer em algumas semanas.