Milhares de civis deixaram suas casas no sul e no leste do
O Exército de Israel anunciou operações em áreas próximas à fronteira e emitiu ordens de retirada para moradores de mais de vinte cidades no sul libanês. A escalada ocorre em meio ao agravamento do
Conexão com a guerra EUA-Irã
O novo capítulo de tensão começou após ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos no sábado (28). Teerã respondeu com ações retaliatórias na região, ampliando o risco de um confronto de maiores proporções no Oriente Médio.
No Líbano, o Hezbollah — grupo xiita fundado em 1982 com apoio da Guarda Revolucionária iraniana — afirmou que sua ofensiva foi uma resposta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e declarou agir “em defesa do Líbano”.
Foi o primeiro ataque direto do Hezbollah desde a guerra de 2024, apesar de bombardeios israelenses quase diários contra posições do grupo no território libanês.
O governo libanês, que enfrenta fragilidade política e crise econômica prolongada, tenta evitar que o país seja arrastado para uma guerra aberta entre potências regionais.
O que é o Ramadã
Ramadã no Afeganistão
O Ramadã é o mês mais sagrado do calendário islâmico. Durante esse período, muçulmanos em todo o mundo — incluindo grande parte da população do Líbano — dedicam-se ao jejum, à oração e à reflexão espiritual.
Em 2026, o Ramadã ocorre em meio a uma nova escalada de violência na região, após ataques de Israel no sul do território libanês, que provocaram deslocamento de civis e interromperam celebrações religiosas em diversas cidades.
O que significa o Ramadã
Religiosos se reúnem em frente à mesquita para orações durante Ramadã
O Ramadã marca o período em que, segundo a tradição islâmica, o Alcorão foi revelado ao profeta Maomé. Ao longo de cerca de 29 ou 30 dias, os fiéis praticam o jejum diário do nascer ao pôr do sol — abstendo-se de comida, bebida e outros prazeres — como forma de disciplina espiritual e aproximação com Deus.
O Ramadã é entendido como um período de disciplina espiritual e moral. A prática busca fortalecer a consciência religiosa, incentivar a paciência e aprofundar a conexão com Deus (Alá). Por isso, além das cinco orações obrigatórias diárias (salá), muitos muçulmanos aumentam a frequência à mesquita e participam de uma oração especial noturna chamada Taraweeh, realizada após a última oração do dia.
Também é comum intensificar a leitura e a recitação do Alcorão, já que, segundo a tradição islâmica, foi nesse mês que o livro sagrado começou a ser revelado ao profeta Maomé.
Outro aspecto central do Ramadã é o aperfeiçoamento do caráter. O jejuador deve demonstrar indulgência se for insultado ou provocado, evitar obscenidades e agir com generosidade. A caridade (zakat e doações voluntárias) é fortemente incentivada, e muitas famílias ampliam as ações solidárias durante o período.
Além do significado espiritual, o jejum tem um componente social importante. Muçulmanos frequentemente afirmam que a prática aproxima ricos e pobres, pois todos experimentam a sensação da fome e da privação temporária. Essa vivência reforça a empatia e a responsabilidade coletiva, especialmente em relação aos mais vulneráveis.
O jejum é quebrado ao anoitecer com o iftar, refeição compartilhada com familiares e amigos. Antes do amanhecer, é realizada outra refeição, chamada suhoor.
Além do jejum, o mês é marcado por:
- Orações noturnas especiais nas mesquitas
- Leitura intensiva do Alcorão
- Prática ampliada de caridade
- Reforço dos laços familiares e comunitários
O período termina com a celebração do Eid al-Fitr, uma das principais festas islâmicas.
O Ramadã no Líbano
Agentes da Defesa Civil libanesa inspecionam os danos no local de um ataque aéreo israelense que atingiu a vila de Houch el-Rafqa, no Vale do Bekaa, em 2 de março de 2026
O Líbano é um país de diversidade religiosa, com comunidades muçulmanas sunitas e xiitas, além de cristãos e outras minorias. Durante o Ramadã, cidades como Beirute ganham iluminação especial, restaurantes adaptam horários e a rotina urbana se reorganiza em torno do pôr do sol.
No entanto, neste ano, ataques aéreos e incursões militares no sul do país forçaram milhares de famílias a deixar suas casas justamente durante o período sagrado. Mesquitas e comunidades religiosas tiveram atividades interrompidas em áreas afetadas.