‘Ataquei porque achei que Irã ia atacar antes’, diz Trump sobre guerra no Oriente Médio

Presidente dos Estados Unidos se reuniu com chanceler da Alemanha e falou sobre conflito contra o Irã; republicano disse que ‘tudo foi destruído’ no país

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou o ataque contra o Irã por ter achado que “eles atacariam antes”. A fala aconteceu durante um encontro público entre o republicano e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, em Washington, nesta terça-feira (3).

Em uma conversas com jornalistas e o premiê alemão, no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que “tudo foi destruído no Irã", destacando que o país ficou sem liderança e sem defesa do espaço aéreo. O estadunidense também afirmou quere que “alguém de dentro” do regime iraniano para liderar o país do Oriente Médio.

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Donald Trump anunciou que os Estados unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã no último sábado (28). Os ataques prometeram desmantelar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Na madrugada de sábado (28), as duas potências iniciaram os ataques contra o Irã, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com relatos de explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Na manhã de domingo (1º), a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Em publicação na rede social X, a agência de notícias Fars escreveu “pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução foi martirizado”. Segundo a mídia iraniana, Khamenei foi morto nas primeiras horas de sábado (28). Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.

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As Forças Armadas do Estados Unidos confirmaram a morte de quatro militares. Outros 18 soldados estão em estado grave após os ataques do Irã, segundo a rede CNN Internacional.

Na segunda (2), Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. A primeira fala pública após os ataques aconteceu na mesma data, na Casa Branca. Na ocasião, o presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.

Para o republicano, a guerra tem quatro objetivos:

  • Destruir mísseis;
  • Desmontar a Marinha iraniana;
  • Interromper os planejamentos nucleares do país;
  • Impedir o financiamento do governo do Irã a grupos terroristas.

Na terça (3), a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país, porém, na hora do ataque, ele estava vazio. O último balanço do Crescente Vermelho do Irã divulgou que 787 pessoas morreram em decorrência dos ataques de Israel e dos Estados Unidos no país.

O quarto dia de conflito foi marcado por bombardeios na embaixada norte-americana na Arábia Saudita, assim como em Teerã e Beirute.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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