Trump anuncia leitura pública da Bíblia após troca de acusações com o papa
Presidente dos Estados Unidos deve ler trechos da Escrita Sagrada na próxima terça-feira (21); após polêmicas com Leão XIV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que vai realizar uma leitura pública da Bíblia na Casa Branca na próxima terça-feira (21). O gesto faz parte de um projeto nomeado “América Lê a Bíblia”. A iniciativa do representante estadunidense surge após uma série de acusações ao atual pontífice da Igreja Católica, o papa Leão XIV.
“Trump lerá 2 Crônicas 7, 11-22, do Salão Oval como parte de ‘A América Lê a Bíblia’, um evento semanal que marca os 250 anos da Bíblia na América e contará com a participação de quase 500 pessoas lendo as Escrituras de Gênesis a Apocalipse”, afirmou o comunicado.
O versículo 14 do trecho em questão é comumente mencionado por apoiadores do governo norte-americano e citado por Couy Griffin, líder do movimento “Cowboys com Trump”: “Se o meu povo, que é chamado pelo meu nome, se humilhar, orar, buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e curarei a sua terra”, diz o texto bíblico.
As ligações de Trump a este versículo remontam, contudo, a tempos ainda mais antigos, segundo o portal estadunidense Christian Post. Pouco depois da sua vitória em 2016, a evangélica Anne Graham Lotz, filha de Billy Graham, teólogo que foi conselheiro espiritual de diversos presidentes, afirmou que era um sinal de que Deus estava a responder à oração do seu povo, tal como em Crônicas 2, 7:14.
Trump esteve no centro de duas controvérsias religiosas na última semana, com uma disputa com o Papa Leão após ele ter se pronunciado contra a guerra no Irã. O presidente criticou o papa, dizendo aos jornalistas: “Não gostamos de um papa que diga que não há problema em ter armas nucleares”, acrescentando: “Não sou fã do Papa Leão”. Leão XIV, por sua vez, respondeu: “Não tenho medo da administração Trump”; e seguiu com suas declarações contra o conflito corrente no Oriente Médio.
Após as respostas do pontífice, Trump publicou uma imagem gerada por inteligência artificial em que ele aparecia como Jesus. A publicação gerou uma série de críticas e logo foi apagada. Segundo o presidente dos EUA, a representação era de um médico, e não do símbolo cristão.
(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.



