Em uma escalada sem precedentes nas
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O impacto geográfico é vasto, atingindo 24 das 31 províncias do país, incluindo explosões relatadas em cidades estratégicas como Isfahan, Qom e Tabriz. Um dos episódios mais graves teria ocorrido no sul do país, onde autoridades iranianas reportaram a morte de 85 pessoas em um ataque aéreo a uma escola para meninas, dado que a agência AFP ainda não conseguiu verificar de forma independente. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificou a ofensiva como um “ato bárbaro”.
Diretamente de sua residência em Palm Beach, na Flórida, o presidente Donald Trump justificou a intervenção após o fracasso de sucessivas rodadas de negociações sobre o programa nuclear e de mísseis de Teerã. Trump, que ordenou a maior mobilização militar em décadas na região, dirigiu-se ao povo iraniano em vídeo, afirmando que a “hora da liberdade está ao alcance da mão” e incentivando a população a tomar o poder após o término da operação.
O mandatário também ofereceu imunidade total aos membros das forças de segurança que depuserem as armas, ameaçando com “morte certa” aqueles que resistirem. Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação conjunta contra o que chamou de “ameaça existencial” representada pelo regime iraniano.
No campo de batalha, o Exército de Israel admitiu ter atingido cerca de 500 alvos militares e reuniões de lideranças na capital iraniana. O tenente-general Eyal Zamir descreveu a incursão como decisiva para desmantelar as capacidades operacionais do regime. Informações da emissora pública israelense KAN indicam que o Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o próprio presidente Pezeshkian estavam entre os alvos visados.
Contudo, em entrevista à rede americana NBC, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou as baixas no alto escalão, garantindo que os oficiais estão vivos e defendendo uma desescalada, embora oficiais israelenses sustentem que vários funcionários graduados foram eliminados em ataques simultâneos.
Em Teerã, o cenário é de pânico e caos. Com o espaço aéreo fechado e o acesso à internet cortado, os 10 milhões de habitantes da capital enfrentam um novo pesadelo de explosões e colunas de fumaça.
O governo emitiu alertas via SMS solicitando que a população deixe a cidade, enquanto escolas e universidades foram fechadas por tempo indeterminado. Testemunhas relataram o avistamento de mísseis Tomahawk sobrevoando áreas urbanas, e longas filas se formaram em postos de gasolina e padarias antes do toque de recolher informal imposto pelo medo.
A retaliação iraniana expandiu o conflito para além das fronteiras imediatas. Mísseis foram detectados em direção a Israel e a bases americanas em Riade, Abu Dhabi, Manama e Doha. Embora o Irã afirme mirar apenas instalações militares dos EUA, países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia reportaram ter repelido ofensivas em seus territórios.
Nos Emirados, uma morte foi confirmada na capital e um incêndio atingiu a ilha artificial The Palm, em Dubai. Como consequência, o Estreito de Ormuz foi declarado fechado pela Guarda Revolucionária, e os EUA emitiram alertas para a navegação comercial na região.
Enquanto o filho do último xá do Irã manifesta esperança de que a ofensiva resulte na reconstrução do país após a queda dos aiatolás, a comunidade internacional observa com apreensão. Diante da gravidade dos fatos, a ONU convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para o início da noite, buscando conter uma guerra total que já redesenhou a geopolítica do Oriente Médio em poucas horas.
Com informações de AFP