Esposa do aiatolá Ali Khamenei morre após ataques dos EUA e de Israel

Viúva é mais uma integrante da família do líder supremo do Irã que morre após a ofensiva ao país

Uma foto divulgada pelo gabinete do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, mostra-o discursando em uma reunião com estudantes em Teerã, em 3 de novembro de 2025.

A imprensa estatal do Irã confirmou, nesse domingo (1º), a morte de Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, esposa de Ali Khamenei, líder supremo do país que também foi morto nas ofensivas dos Estados Unidos e de Israel. Além deles, a neta, a filha e o genro de Khamenei também morreram.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto após ofensiva liderada pelos Estados Unidos, com apoio de Israel, contra o Irã no sábado (28). A informação foi dada inicialmente por Donald Trump, presidente dos EUA, e posteriormente confirmada pela agência estatal iraniana Fars. Horas depois, foi comunicada a morte da família do aiatolá.

“Após fazer contato com fontes bem informadas dentro da família do líder supremo, lamentavelmente se confirmou a notícia do martírio da filha, do genro e da neta do líder revolucionário”, diz informe da agência de notícias Fars.

Donald Trump alertou em fala nesse domingo (1°) que as operações de combate contra o Irã continuarão até que “todos os objetivos sejam alcançados”.

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Ainda durante o domingo, o presidente estadunidense intimou as forças de segurança do Irã a se renderem, após o Exército americano afirmar ter destruído o quartel-general da Guarda Revolucionária.

“Exorto mais uma vez a Guarda Revolucionária, o exército e a polícia iranianos a deporem as armas e receberem imunidade total, ou enfrentarão morte certa. Será morte certa. Não será bonito”, disse Trump em um pronunciamento em vídeo.

Trump afirmou que a operação, que resultou na morte do líder supremo do Irã e de dezenas de outras figuras importantes do governo e das forças armadas, está “ adiantada em relação ao cronograma”. Autoridades iranianas e americanas “estão conversando”, disse ele. Porém, nesta segunda (2), Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, desmentiu a informação e afirmou que não haverá negociações com os EUA.

Sobre a duração do confronto, Trump disse que durará cerca de quatro semanas. “Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então, por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas, ou menos”, declarou.

Trump ainda lamentou a morte dos três militares norte-americanos em operação.

(Sob supervisão de Maria Fernanda Ramos)

*Com AFP

Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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