Irã ‘sempre esteve aberto à diplomacia’, diz ministro

O ministro referenciava os ataques feitos por Israel e pelos Estados Unidos ao país no sábado (28)

Esta imagem, capturada da televisão estatal iraniana e transmitida em 28 de fevereiro de 2026, mostra o que a emissora afirma ser o local dos ataques mortais dos EUA e de Israel contra uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã, perto da estratégica rota marítima do Estreito de Ormuz

O Irã “sempre esteve aberto à diplomacia”, afirmou nesse domingo (1º) o ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araqchi.

“Esta é a segunda vez que negociamos com os americanos, e eles decidiram nos atacar bem no meio da negociação”, disse Araqchi à Al Jazeera.

O ministro mencionava os ataques feitos por Israel e pelos Estados Unidos ao país no sábado (28). Os bombardeios já deixaram 555 mortos até o momento.

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A ofensiva causou a morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989. A esposa, filha, genro e a neta dele também morreram em decorrência do ataque.

A ofensiva ocorre após décadas de esforços diplomáticos mal sucedidos em relação ao programa nuclear iraniano. Araqchi afirmou que as ações do Irã foram defensivas e reiterou o compromisso de Teerã em ter relações pacíficas com os países do Golfo.

“Não temos problemas com os países do outro lado do Golfo Pérsico. Mantemos relações amistosas e de boa vizinhança com todos eles. O que estamos fazendo é, na verdade, um ato de autodefesa e retaliação à agressão americana contra nós... Não estamos atacando nossos vizinhos, mas sim alvos americanos”, afirmou.

*Com CNN

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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