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Após soldado de Israel atacar estátua de Jesus, Netanyahu promete 'medidas severas'

Ato de vandalismo ocorreu no sul do Líbano e repercutiu internacionalmente após um jornalista palestino divulgar as imagens nesse domingo (19)

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Reprodução/ Redes sociais

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, prometeu nesta segunda-feira (20) medidas severas contra um soldado israelense que foi flagrando utilizando uma marreta para atacar uma estátua de Jesus Cristo no sul do Líbano.

As imagens foram divulgadas nas redes sociais nesse domingo (19) por um jornalista palestino. Horas depois, as Forças de Defesa de Israel confirmaram a veracidade do registro e chamaram a conduta do soldado de "incompatível com os valores esperados de suas tropas".

Netanyahu disse que ficou "chocado e triste" por conta do episódio. "Condeno este ato nos termos mais enérgicos. As autoridades militares abriram uma investigação criminal e tomarão medidas disciplinares severas contra o autor", afirmou.

A estátua vandalizada pelo soldado ficava na localidade cristã de Debel, no sul do Líbano, perto da fronteira com Israel.

As Forças de Defesa de Israel informou que o caso está sob investigação e que "medidas apropriadas serão tomadas contra os envolvidos de acordo com as conclusões".

Líbano 'arrastado' para a guerra no Oriente Médio

O Líbano entrou no conflito em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em retaliação aos bombardeios israelenses e americanos contra o Irã, que desencadearam a guerra no Oriente Médio.

De acordo com as Forças de Defesa, a incursão de Israel no território libanês tem como objetivo "desmantelar a infraestrutura terrorista estabelecida pelo Hezbollah no sul do Líbano e não têm intenção de prejudicar a infraestrutura civil, incluindo edifícios religiosos ou símbolos religiosos".

Joseph Aoun, presidente do Líbano, afirmou nesta segunda-feira que está em negociações diretas com Israel para acabar com as hostilidades e com a ocupação israelense no sul do país.

"A decisão de negociar tem como objetivo deter as hostilidades, acabar com a ocupação israelense das regiões do sul e deslocar o Exército (libanês) até as fronteiras do sul internacionalmente reconhecidas com Israel", afirmou Aoun em um comunicado.

* Com informações de AFP

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).