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Trump nega ter sido convencido por Israel a entrar na guerra com Irã

Reportagem publicada pelo jornal estadunidense ‘The New York Times’ diz que os Estados Unidos entraram na guerra por pressão

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Trump diz não ter sido influenciado por Netanyahu para iniciar conflito no Oriente Médio • ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou ter sido convencido pelo presidente de Israel, Benjamin Netanyahu, a provocar o início da guerra contra o Irã, que completa dois meses de duração no dia 28.

"Israel nunca me convenceu a entrar na guerra com o Irã; os acontecimentos de 7 de outubro, somados à minha opinião de toda a vida de que o Irã nunca pode ter uma arma nuclear, foram o que fizeram isso", afirmou em uma publicação no Truth Social, plataforma gerida pelo grupo de empresas dele.

No dia 7 de abril, o jornal estadunidense “The New York Times” publicou uma reportagem chamada “Como Trump levou os EUA a uma guerra com o Irã”, em que a equipe do jornal aponta uma série de reuniões realizadas com Netanyahu como fundamentais para que Trump tomasse a decisão de atacar o Irã.

Os planos apresentados por Israel mostravam uma ação rápida em território iraniano, que incluía a morte do então líder supremo do país, Ali Khamenei, e uma impossibilidade do Irã de bloquear o Estreito de Ormuz, fechado desde o início do conflito, em contrapartida com os projetos apresentados.

Irã cancela segunda rodada de negociações com os EUA: 'Infantis'

O governo do Irã recusou o início de uma segunda rodada de negociações pela paz com os Estados Unidos em meio a guerra que dura cerca de dois meses, afirmou a agência estatal de notícias IRNA nesse domingo (19).

Segundo a Irna, os Estados Unidos fazem "exigências excessivas", além de demandas "irracionais e pouco realistas". Teerã também acusou o governo norte-americano de dar declarações contraditórias e de violar o cessar-fogo.

O primeiro vice-presidente iraniano e principal negociador do país, Mohammad Reza Aref, afirmou que as posições estabelecidas pelos negociadores estadunidenses são “infantis e variadas, já que imploravam por um cessar-fogo e negociações sob pressão, mas adotavam uma postura inflexível posteriormente”.

Equipe dos EUA espera por encontro com representants do Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesse domingo, que enviará negociadores ao Paquistão para reativar negociações com o Irã, dias antes de expirar a trégua de duas semanas, embora Teerã tenha negado participação. O vice-presidente estadunidense, JD Vance, que já havia chefiado a delegação em Islamabad, em 11 de abril, voltará a estar acompanhado pelos dois emissários habituais de Washington: Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner.

Ao anunciar a chegada ao Paquistão prevista para esta segunda-feira à tarde, Trump afirmou em sua plataforma Truth Social que estava oferecendo ao Irã um “acordo razoável” e advertiu que, em caso de recusa, “os Estados Unidos destruirão todas as centrais elétricas e todas as pontes no Irã”.

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.