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Primeira bolsa de couro feita a partir de células de T-Rex vai a leilão; veja quanto custa

Bolsa foi desenvolvida com base em vestígios de colágeno extraídos do fêmur de um T-Rex descoberto há 25 anos em Montana, nos Estados Unidos

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Item exclusivo será colocado à venda na tradicional casa de leilões Drouot • Foto por STEPHANE DE SAKUTIN / AFP

Uma peça única no mundo e considerada um marco na história do luxo e da ciência vai a leilão nesta quinta-feira (11), em Paris. Trata-se de uma bolsa de couro produzida inteiramente em laboratório a partir de células de um Tyrannosaurus rex.

O item exclusivo será colocado à venda na tradicional casa de leilões Drouot, às 18h no horário local (13h no horário de Brasília), com uma avaliação estimada entre 350 mil e 580 mil dólares, o equivalente a uma faixa de 1,8 milhão a 3 milhões de reais.

A bolsa, que já havia sido apresentada ao público há alguns meses em Amsterdã, foi desenvolvida com base em vestígios de colágeno extraídos do fêmur de um T-Rex descoberto há 25 anos em Montana, nos Estados Unidos.

Instituição destacou que o couro celular propõe um futuro onde o luxo não depende mais da extração de recursos naturais • AFP
Instituição destacou que o couro celular propõe um futuro onde o luxo não depende mais da extração de recursos naturais • AFP

De acordo com Iacopo Briano, especialista em Paleontologia associado à venda, o projeto foi viabilizado pelo avanço recente de biotecnologias que permitem instruir uma cultura celular a construir uma pele autêntica do dinossauro em ambiente controlado.

O especialista faz questão de diferenciar o material do couro vegano convencional, que geralmente utiliza plástico em sua composição. No caso da bolsa leiloada, o processo parte de uma cultura celular que resulta em uma pele 100% real, embora oriunda de um animal que foi extinto há 67 milhões de anos.

Para a casa de leilões Drouot, o objeto representa uma verdadeira proeza científica que inaugura um novo caminho para o mercado de alto padrão, oferecendo uma exclusividade que dispensa completamente a exploração animal.

Em comunicado, a instituição destacou que o couro celular propõe um futuro onde o luxo não depende mais da extração de recursos naturais e nem da pecuária intensiva.

Com informações de AFP

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