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EUA detalham termos de acordo provisório com Irã; veja tratativas

Ações no Estreito de Ormuz e fim do programa nuclear iraniano estariam entre os principais pontos; Governo Trump destaca que país persa só será 'recompensado' após o cumprimento do acordo

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Reabertura do Estreito de Ormuz está entre os pontos do esboço do acordo entre EUA e Irã
Reabertura do Estreito de Ormuz está entre os pontos do esboço do acordo entre EUA e Irã • MAPA/Divulgação

Um integrante do governo dos Estados Unidos detalhou alguns pontos do acordo em negociação com o Irã, que pode pôr fim à guerra no Oriente Médio. Entre os objetivos do presidente Donald Trump com as tratativas estão: ações relacionadas ao Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e sanções econômicas contra o país persa.

Confira, abaixo, alguns dos pontos do esboço do acordo. O conteúdo foi divulgado pela CNN Internacional.

  • A reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos.
  • O desmantelamento do programa nuclear iraniano, incluindo a transferência para os Estados Unidos do material enriquecido do Irã, que, segundo a autoridade, seria destruído no local e depois retirado do país.
  • O Irã seria "aliviado de grande parte das pressões econômicas às quais esteve submetido por muitos e muitos anos", caso cumpra as disposições do acordo. "Esses benefícios só serão concedidos se eles realmente cumprirem o que foi acordado", afirmou o funcionário.

O último ponto, relacionado ao alívio econômico ao Irã, tem sido um dos principais impasses nas negociações entre os países. A autoridade estadunidense insistiu que qualquer flexibilização só ocorrerá após o Irã tomar medidas concretas para cumprir o acordo.

"Os iranianos não recebem nada no momento da assinatura do memorando de entendimento (MOU, na sigla em inglês) nem durante a própria negociação", disse a autoridade — acrescentando que o Irã receberá recompensas econômicas pelo "cumprimento de suas obrigações no âmbito do acordo".

"Portanto, se entregarem o material nuclear conforme prometido, receberão algo. Se desmantelarem seus programas ou instalações nucleares, receberão outra compensação. E, se realmente se comprometerem com a paz e a estabilidade regional, receberão benefícios adicionais além disso", explicou a fonte.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Teerã, capital do Irã, sendo bombardeada em 3 março deste ano • AFP
Teerã, capital do Irã, sendo bombardeada em 3 março deste ano • AFP

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.