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Tensão na ONU: EUA abandonam reunião após críticas da França sobre direitos humanos

Delegação americana deixou sessão do Conselho de Segurança em protesto contra declarações francesas que compararam o país à Coreia do Norte e à Rússia após votação na Assembleia Geral

Por e 
Imagem ilustrativa. • Divulgação: UN Photo/Mark Garten

A tensão entre Estados Unidos e França ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (27) durante uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A delegação americana abandonou a sessão no momento em que o embaixador francês iniciou o discurso, em um gesto de protesto contra críticas feitas por Paris à posição dos EUA em votações sobre direitos humanos.

A retirada foi anunciada por Dan Negrea, representante dos Estados Unidos na Assembleia Geral e integrante da delegação americana na ONU. Segundo ele, a decisão foi uma resposta ao que classificou como uma "encenação enganosa" da França. "Há um membro deste conselho que finge indignação moral e pretende dar lições ao resto de nós sobre todos os assuntos. Por isso deixamos a sala durante a intervenção da França", declarou Negrea durante a reunião, que tinha como principal tema a guerra na Ucrânia.

O diplomata também rebateu as críticas francesas e afirmou que os Estados Unidos seguem sendo uma referência mundial em liberdade. "Lembro que os Estados Unidos continuam sendo o farol da liberdade para o mundo. Como tal, não lhes concederemos o privilégio de ouvir sua verborragia politizada", disse.

A saída de uma delegação durante uma sessão do Conselho de Segurança é considerada um gesto incomum na diplomacia internacional. O órgão é o principal responsável pelas decisões relacionadas à paz e à segurança global, e tanto Estados Unidos quanto França ocupam assentos permanentes com poder de veto.

O episódio ocorre poucos dias após uma votação na Assembleia Geral da ONU. Na última sexta-feira (24), os Estados Unidos estiveram entre os dez países que votaram contra a renovação do mandato de Volker Türk como alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, alinhando-se, nessa votação específica, a países como Coreia do Norte, Rússia, Nicarágua e Mali.

Após o resultado, a missão francesa junto às Nações Unidas, em Genebra, publicou uma dura mensagem nas redes sociais. "Os Estados Unidos costumavam ser um farol dos direitos humanos. Já não são mais. Hoje, estão ao lado da Coreia do Norte, da Nicarágua, do Mali e da Rússia, isolados. E o mundo já não os escuta", afirmou a representação diplomática.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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