Vírus do Nilo Ocidental: Itália registra 41 mortos e 600 casos; doença se espalha pela Europa
País registrou 306 casos da forma neuroinvasiva da doença, considerada a manifestação mais grave da infecção; transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados

A Itália chegou a 41 mortes causadas pelo vírus do Nilo Ocidental e já contabiliza ao todo 594 casos da infecção, segundo o último balanço do Instituto Nacional de Saúde italiano (ISS), com dados atualizados até essa terça-feira (08). As informações foram divulgadas pela CNN Portugal.
Do total de casos registrados na Itália, 306 correspondem à forma neuroinvasiva da doença, considerada a manifestação mais grave da infecção. Cinco desses registros foram classificados como importados, relacionados a pessoas que estiveram nas Maldivas, França, Bélgica, Grécia e Países Baixos.
O levantamento também aponta 81 casos assintomáticos identificados em doadores de sangue, além de 202 registros de pessoas com febre e quatro casos que apresentaram outros sintomas. A taxa de letalidade entre os casos autóctones da forma neuroinvasiva está em 13,3%. O vírus já foi identificado em 79 províncias de 19 regiões italianas diferentes. O balanço também registra 12 casos do vírus Usutu, outro vírus transmitido por mosquitos.
No mesmo período de 2025, a Itália havia registrado 582 casos e 39 mortes. Ou seja, o número de casos atual já supera o total registrado no ano passado até o mesmo período, enquanto o número de mortes também é maior.
O que é a febre do Nilo Ocidental?
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada pelo vírus do Nilo Ocidental, um agente do gênero Flavivirus. A transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos infectados, que adquirem o vírus ao picar aves contaminadas. Humanos e outros mamíferos podem ser infectados, mas não são considerados importantes para a manutenção do ciclo de transmissão.
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas. Na maioria dos casos sintomáticos, a manifestação é leve e pode incluir febre de início súbito, mal-estar, náusea, vômitos, dor nos olhos, dor de cabeça, dores musculares, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.
Uma parcela menor dos infectados pode desenvolver a forma grave, quando o vírus atinge o sistema nervoso. Nesses casos, podem ocorrer manifestações como meningite, encefalite e outras complicações neurológicas. A doença grave é particularmente preocupante entre pessoas mais velhas e indivíduos com condições que aumentam o risco de complicações.
Até o momento, não há tratamento antiviral específico para a infecção pelo vírus do Nilo Ocidental. O atendimento médico é direcionado ao controle dos sintomas e ao suporte ao paciente nos casos mais graves. Também não existe, atualmente, vacina de uso humano para prevenção da doença.
Como a principal forma de transmissão é a picada de mosquito infectado, a prevenção está relacionada à redução da exposição aos insetos. Entre as medidas estão o uso de repelente, roupas que cubram braços e pernas, telas em portas e janelas e a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



