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Governo dos EUA vê até 85% de probabilidade de chegar a acordo com o Irã

O acordo implicaria um alívio 'significativo' das sanções e o desbloqueio de ativos iranianos

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O presidente dos EUA, Donald Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump • Reprodução/CNN

O governo dos Estados Unidos acredita que há uma possibilidade de até 85% de que um acordo com o Irã seja assinado nos próximos dias. A informação foi concedida à AFP por um alto funcionário do governo Trump.

O acordo implicaria um alívio "significativo" das sanções e o desbloqueio de ativos iranianos, em troca de que o Irã aceite desmantelar seu programa nuclear e entregar seu material nuclear, afirmou o funcionário.

"Estou muito otimista em relação ao acordo. Acho que o presidente conseguiu uma posição muito favorável", declarou o alto funcionário à imprensa durante uma ligação, sob condição de anonimato.

"Ainda não cruzamos a linha de chegada, mas estamos muito perto."

Ainda não foram definidos o local nem a data para a assinatura de um possível acordo, embora a Europa — opção sugerida por Trump — esteja entre as possibilidades, indicou o funcionário americano.

"Sim, esperamos estar assinando esse acordo nos próximos dias. Não posso dar uma data exata", disse o funcionário a jornalistas durante a ligação, na qual falou sob condição de anonimato.

"Se eu tivesse que dizer qual é meu grau de confiança de que vamos assinar esse acordo, talvez nesta manhã eu tivesse dito 75%; agora provavelmente está mais entre 80% e 85%, mas não é 100%."

O caminho para um acordo começou a se tornar mais claro quando o Irã aceitou especificar como seu urânio enriquecido seria eliminado, afirmou o funcionário.

Washington também considera que o controle iraniano sobre o estratégico Estreito de Ormuz foi enfraquecido, acrescentou o funcionário.

O acordo também incluiria o Líbano, um aspecto fundamental que no passado ameaçou fazer fracassar o processo, já que Israel continuava atacando o Hezbollah, aliado do Irã em território libanês.

"Inclui o Líbano, inclui o Irã, inclui os países da costa do Golfo e inclui Israel", afirmou o funcionário.

*Com AFP

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