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Trump confirma acordo de paz com Irã e divulga reabertura do Estreito de Ormuz

Tratado havia sido anunciado, instantes antes, pelo primeiro-ministro do Paquistão; vice-presidente dos EUA viajou para participar de negociações neste fim de semana

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O presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump • Official White House Photo by Joyce N. Boghosian

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, neste domingo (14), um acordo de paz com o Irã. Os países estavam em guerra desde 28 de fevereiro e viviam sob um frágil cessar-fogo iniciado em 8 de abril. O acordo havia sido anunciado, instantes antes, pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif — país intermediador durante as negociações entre Washington e Teerã.

Em um texto publicado na rede social Truth Social, Donald Trump parabenizou a todos envolvidos no acordo de paz entre os países. O presidente estadunidense anunciou, ainda, a reabertura do Estreito de Ormuz e a remoção imediata do bloqueio naval dos EUA.

Confira a postagem

"O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Parabéns a todos! Autorizo ​​integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo ​​a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir! Presidente DONALD J. TRUMP"

O presidente norte-americano havia dito que a assinatura do acordo de paz estava marcada para este domingo, em uma postagem na rede social Truth Social no sábado (13).

Paquistão divulga cessar-fogo

Vice-presidente dos EUA, JD Vance, com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif • PRIME MINISTER'S OFFICE HANDOUT
Vice-presidente dos EUA, JD Vance, com o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif • PRIME MINISTER'S OFFICE HANDOUT

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, publicou que os Estados Unidos e o Irã haviam chegado a um acordo de cessar-fogo nas redes sociais. No texto, Sharif informou, ainda, que o acordo deve ser assinado na próxima sexta-feira (19), em uma cerimônia oficial na Suíça.

"O acordo de paz entre os Estados Unidos da América e a República Islâmica do Irã FOI ALCANÇADO. A cerimônia oficial de assinatura ocorrerá na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça", escreveu Shehbaz Sharif.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, viajou até o Paquistão para uma reunião com Shehbaz Sharif neste fim de semana.

Na última sexta-feira (12), a CNN divulgou alguns pontos que estavam sendo negociados no acordo. O documento estipulava que, se assinado, daria início a um período 60 dias para "negociações ténicas". Saiba detalhes sobre o acordo aqui. 

Na mesma data, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi afirmou que um memorando de entendimento entre o país persa e os Estados Unidos "nunca esteve tão próximo". Em uma publicação, Araghchi prometeu que, após o acordo, todos os detalhes serão compartilhados, "em consonância" com a abordagem do Irã que, segundo ele, é "responsável e transparente".

Entenda o conflito no Oriente Médio

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.