O líder supremo do
Em publicação na rede social X, a agência de notícias Fars escreveu “pertencemos a Alá e a Ele retornaremos. O Líder Supremo da Revolução foi martirizado”.
Segundo
Filha, genro e neta de Khamenei também morreram
Os meios de comunicação iranianos também anunciaram a morte da filha, do genro e da neta do líder supremo Ali Khamenei nos ataques israelenses e americanos contra a república islâmica.
“Após fazer contato com fontes bem informadas dentro da família do líder supremo, lamentavelmente se confirmou a notícia do martírio da filha, do genro e da neta do líder revolucionário”, escreveu a agência de notícias Fars, uma informação replicada por outros veículos de informação iranianos.
Quem é Ali Khamenei
O aiatolá Ali Khamenei, que tinha 86 anos, liderava o Irã desde 1989. Ele exercia a máxima autoridade sobre todos os instrumentos do governo, as forças armadas e o sistema judiciário.
Embora os funcionários eleitos cuidassem das questões cotidianas, nenhuma decisão significativa, especialmente em relação aos Estados Unidos, avançava sem sua autorização.
O domínio de Khamenei sobre o intrincado sistema de governo teocrático do Irã, aliado a uma democracia restrita, assegurava que nenhum outro grupo pudesse desafiar suas decisões.
No entanto, o governo de Khamenei não foi sempre nesse formato. Inicialmente, ele era visto como fraco e um sucessor improvável para o falecido fundador da República Islâmica, o carismático Aiatolá Ruhollah Khomeini.
Por não ter obtido o status religioso de aiatolá quando foi nomeado Líder Supremo, Khamenei enfrentou desafios para exercer seu poder através da autoridade religiosa, como demandava o sistema teocrático.
Após um longo período sob a sombra de seu mentor, ele firmou sua posição formando um aparato de segurança exclusivamente para si.
Khamenei sempre teve desconfiança do Ocidente, em especial dos Estados Unidos, a quem acusava de tentar derrubá-lo.
Em um discurso após os protestos de janeiro, ele responsabilizou Trump pela instabilidade da população, afirmando: “Consideramos o presidente dos Estados Unidos um criminoso pelas vítimas, pelos danos e pelas calúnias que infligiu à nação iraniana.”
A despeito de sua postura ideológica rígida, ele mostrou disposição para ceder quando a sobrevivência da República Islâmica estava em risco.
A ideia de “flexibilidade heroica”, que Khamenei mencionou pela primeira vez em 2013, permite compromissos estratégicos para alcançar seus fins, refletindo a decisão de Khomeini em 1988 de aceitar um cessar-fogo após oito anos de conflito com o Iraque.
O apoio cauteloso de Khamenei ao acordo nuclear de 2015 entre o Irã e seis potências mundiais foi mais uma dessas ocasiões, pois ele calculou que o alívio das sanções era essencial para estabilizar a economia e consolidar seu domínio.
Trump abandonou o acordo de 2015 durante seu primeiro mandato, em 2018, e reinstaurou severas sanções contra o Irã. Em resposta, Teerã começou a descumprir gradualmente todas as imposições acordadas sobre seu programa nuclear.
Guarda Revolucionária Islâmica
Diante de pressões, Khamenei frequentemente recorreu à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e à Basij, uma força paramilitar com centenas de milhares de voluntários, para reprimir a dissidência.
Esses grupos foram responsáveis por esmagar os protestos que eclodiram após a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad como presidente em 2009, em meio a acusações de fraudes eleitorais.
Em 2022, Khamenei foi igualmente inflexível ao prender, encarcerar ou executar manifestantes revoltados com a morte sob custódia da jovem curda iraniana Mahsa Amini. Novamente, foi a Guarda Revolucionária e a Basij que sufocaram a última onda de protestos em janeiro.
Seu poder se expandiu também através do império financeiro paraestatal conhecido como Setad, que está sob seu controle direto. Avaliado em dezenas de bilhões de dólares, esse império cresceu substancialmente durante seu governo, investindo bilhões na Guarda Revolucionária.
Pesquisadores fora do Irã consideram Khamenei um ideólogo reservado e temeroso de traições – uma preocupação incrementada por uma tentativa de assassinato em junho de 1981 com uma bomba disfarçada em um gravador que deixou seu braço direito paralisado.
Entenda conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.
Trump acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social. De acordo com o republicano, os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Diferente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, estes ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado – o primeiro dia da semana no Irã – enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.
E enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Com informações de CNN Brasil