Conflito no Irã ‘não é exercício de construção da democracia’, diz secretário dos EUA

Comentário faz referência à morte do aiatolá Ali Khamenei e à possível derrubada do regime que toma o governo iraniano

Tensão entre os Estados Unidos e o Irã escalonou, neste sábado (28), com os ataques coordenados em conjunto com Israel no país

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta segunda-feira (2) que a guerra contra o Irã não é um esforço para construir a democracia na República Islâmica, em referência a uma possível derrubada do regime dos aiatolás após a morte de Ali Khamenei.

“Nada de regras de engajamento estúpidas, nada de atoleiros de construção nacional, nada de exercícios de construção da democracia. Nada de guerras politicamente corretas. Lutamos para vencer e não desperdiçamos tempo, nem vidas”, disse Hegseth durante uma entrevista coletiva.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, alertou nesse domingo (1°) que as operações de combate contra o Irã continuarão até que “todos os objetivos sejam alcançados”.

Ainda durante o domingo, o presidente estadunidense intimou as forças de segurança do Irã a se renderem, após o Exército americano afirmar ter destruído o quartel-general da Guarda Revolucionária.

Leia também

“Exorto mais uma vez a Guarda Revolucionária, o exército e a polícia iranianos a deporem as armas e receberem imunidade total, ou enfrentarão morte certa. Será morte certa. Não será bonito”, disse Trump em um pronunciamento em vídeo.

Trump afirmou que a operação, que resultou na morte do líder supremo do Irã e de dezenas de outras figuras importantes do governo e das forças armadas, está “ adiantada em relação ao cronograma”. Autoridades iranianas e americanas “estão conversando”, disse ele. Porém, nesta segunda (2), Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, desmentiu a informação e afirmou que não haverá negociações com os EUA.

Sobre a duração do confronto, Trump disse que durará cerca de quatro semanas. “Sempre foi um processo de cerca de quatro semanas, então, por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas, ou menos”, declarou.

Trump lamentou, ainda, a morte dos três militares norte-americanos em operação.

(Sob supervisão de Maria Fernanda Ramos)

*Com AFP

Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

Ouvindo...