Israel diz ter atacado complexo subterrâneo ligado ao programa nuclear do Irã

Segundo militares, estrutura subterrânea era usada por cientistas para desenvolver capacidades nucleares

Ataques teriam ocorrido nesta terça-feira (3)

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram nesta terça-feira (3) que realizaram um ataque contra um complexo subterrâneo classificado como “secreto”, que, segundo os militares, estaria sendo utilizado por cientistas iranianos para desenvolver capacidades ligadas à produção de armas nucleares.

De acordo com as FDI, o local, identificado como “Minzadehei” e situado no nordeste de Teerã, passou a ser usado após Israel danificar instalações nucleares consideradas estratégicas durante a Operação Leão Ascendente, em junho de 2025. As forças israelenses afirmaram que continuaram monitorando as atividades dos cientistas iranianos até localizar a nova estrutura.

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“A inteligência das FDI acompanhou as movimentações e possibilitou um ataque preciso ao complexo subterrâneo secreto”, declarou o Exército israelense em nota. Ainda segundo os militares, a ofensiva teria eliminado um componente considerado fundamental para o avanço do programa nuclear iraniano.

A ação ocorre em meio à escalada de tensão no Oriente Médio. No sábado (28), Estados Unidos e Israel iniciaram uma nova onda de ataques contra o Irã, em meio a impasses sobre o programa nuclear do país.

O governo iraniano reagiu com ameaças de retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

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No domingo (1°), a mídia estatal iraniana anunciou a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, durante os ataques conduzidos por forças norte-americanas e israelenses. Após a confirmação, autoridades iranianas prometeram uma resposta contundente. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país considera a retaliação um “direito e dever legítimo”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novos ataques e declarou que, caso haja retaliação, a resposta será “com uma força nunca antes vista”. Segundo ele, as ofensivas contra o Irã devem continuar “pelo tempo que for necessário” para alcançar os objetivos estratégicos na região.

* Com informações de CNN Brasil

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