O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a conversar nesta terça-feira (3) com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para tratar da escalada do conflito após os ataques do Irã contra países da região. O foco das conversas foi a situação dos brasileiros que estão presos na região em razão do fechamento do espaço aéreo.
Leia mais:
Segundo o Itamaraty, também esteve na pauta da conversa os desdobramentos da crise a situação específica de brasileiros que vivem ou estão em trânsito pelos Emirados. Essa é a segunda conversa entre os pares desde que a guerra se desencadeou no Irã.
No sábado (28), após a ofensiva iraniana em resposta à ação militar dos Estados Unidos e de Israel, o governo brasileiro divulgou nota em que classificou a escalada como “grave ameaça à paz e à segurança internacionais”. O Brasil se solidarizou com Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, atingidos por ataques retaliatórios.
“Ao fazer apelo à interrupção de ações militares ofensivas, o Brasil insta todas as partes a respeitar o Direito Internacional e condena quaisquer medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou que possam ampliar o conflito”, afirmou o Itamaraty.
Convocação na Câmara
A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou nesta terça-feira (3) a convocação de Mauro Vieira para explicar a posição do governo. Ainda não há data para a audiência.
O requerimento, apresentado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE), afirma que não houve “manifestação específica e inequívoca de condenação” às ações do Irã contra Estados do Golfo e questiona os critérios diplomáticos adotados pelo Brasil.