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“Diante desta situação instável e das incertezas dos próximos dias, ordenei que o porta-aviões Charles de Gaulle, seus recursos aéreos e suas fragatas de escolta se dirijam para o Mediterrâneo”, disse Macron em um pronunciamento pela televisão.
Macron afirmou que os Estados Unidos e Israel lançaram operações militares contra o Irã “fora da estrutura do direito internacional, o que não podemos aprovar”.
Ao mesmo tempo, criticou duramente o país do Oriente Médio, dizendo que a República Islâmica tem a “principal responsabilidade” pela instabilidade regional.
Macron alertou ainda que os ataques contra o Irã devem continuar nos próximos dias e
que ataques retaliatórios iranianos em toda a região também devem persistir.
Juntamente com a Alemanha e o Reino Unido, ele disse que a França
A França também mobilizou caças Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados para proteger o espaço aéreo aliado e manterá essas medidas “enquanto forem necessárias”, afirmou ele.
Guerra no Irã
Donald Trump anunciou que os Estados Unidos atacariam o Irã, com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou
Na madrugada de sábado (28), as duas potências iniciaram os ataques contra o Irã, Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com relatos de explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Brasil acompanha a situação
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a conversar nesta terça-feira (3) com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para tratar da escalada do conflito após os ataques do Irã contra países da região. O foco das conversas foi a situação dos brasileiros que estão presos na região em razão do fechamento do espaço aéreo.
Segundo o Itamaraty, também esteve na pauta da conversa os desdobramentos da crise a situação específica de brasileiros que vivem ou estão em trânsito pelos Emirados. Essa é a segunda conversa entre os pares desde que a guerra se desencadeou no Irã.
No sábado (28), após a ofensiva iraniana em resposta à ação militar dos Estados Unidos e de Israel, o governo brasileiro divulgou nota em que classificou a escalada como “grave ameaça à paz e à segurança internacionais”. O Brasil se solidarizou com Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, atingidos por ataques retaliatórios.
* Com informações da CNN Brasil