França envia porta-aviões nuclear para o Mediterrâneo em meio ao conflito no Oriente Médio

Macron criticou tanto os ataques de EUA e Israel quando a retaliação do regime iraniano

Porta-aviões Charles de Gaulle será deslocado para o mediterrâneo

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou que está enviando seu porta-aviões nuclear Charles de Gaulle e suas fragatas de escolta para o Mediterrâneo, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

“Diante desta situação instável e das incertezas dos próximos dias, ordenei que o porta-aviões Charles de Gaulle, seus recursos aéreos e suas fragatas de escolta se dirijam para o Mediterrâneo”, disse Macron em um pronunciamento pela televisão.

Macron afirmou que os Estados Unidos e Israel lançaram operações militares contra o Irã “fora da estrutura do direito internacional, o que não podemos aprovar”.

Ao mesmo tempo, criticou duramente o país do Oriente Médio, dizendo que a República Islâmica tem a “principal responsabilidade” pela instabilidade regional.

Macron alertou ainda que os ataques contra o Irã devem continuar nos próximos dias e
que ataques retaliatórios iranianos em toda a região também devem persistir.

Juntamente com a Alemanha e o Reino Unido, ele disse que a França pediu a suspensão imediata dos ataques, enfatizando que “a paz duradoura na região só será alcançada com a retomada das negociações diplomáticas”.

A França também mobilizou caças Rafale, sistemas de defesa aérea e radares aerotransportados para proteger o espaço aéreo aliado e manterá essas medidas “enquanto forem necessárias”, afirmou ele.

Guerra no Irã

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos atacariam o Irã, com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Na madrugada de sábado (28), as duas potências iniciaram os ataques contra o Irã, Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com relatos de explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Brasil acompanha a situação

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, voltou a conversar nesta terça-feira (3) com o chanceler dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, para tratar da escalada do conflito após os ataques do Irã contra países da região. O foco das conversas foi a situação dos brasileiros que estão presos na região em razão do fechamento do espaço aéreo.

Segundo o Itamaraty, também esteve na pauta da conversa os desdobramentos da crise a situação específica de brasileiros que vivem ou estão em trânsito pelos Emirados. Essa é a segunda conversa entre os pares desde que a guerra se desencadeou no Irã.

No sábado (28), após a ofensiva iraniana em resposta à ação militar dos Estados Unidos e de Israel, o governo brasileiro divulgou nota em que classificou a escalada como “grave ameaça à paz e à segurança internacionais”. O Brasil se solidarizou com Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, atingidos por ataques retaliatórios.

* Com informações da CNN Brasil

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Jornalista, formado pela PUC Minas e pós-graduado em Jornalismo Digital, na mesma instituição. Doze anos na Record Minas, como produtor, editor e editor-chefe de telejornais e coberturas especiais. Atualmente é Coordenador de Jornalismo Digital da Itatiaia

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