Duas brasileiras que moram em Israel relataram, neste domingo (1º), como é a rotina vivendo no país. A declaração aconteceu em meio à escalada entre
Malvina Waisberg, de 61 anos, contou que os dias têm sido marcados por sirenes, alertas e ida sucessivas ao bunker. Moradora da região de Haifa, ela disse que tem até um minuto para se abrigar no local.
“Tem uma sirene externa que toca aqui fora, avisa que você tem que descer. Você tem também o sistema via celular, onde ele te avisa que em alguns minutos vai tocar a sirene no seu local”, explicou.
Segundo Malvina, a partir do momento que a sirene toca, só tem tempo de ir ao banheiro, pegar uma água e descer para o bunker. A brasileira relatou também que apenas os serviços essenciais estão funcionando.
“Está praticamente tudo fechado, só os serviços essenciais, tipo supermercado, farmácia, essas coisas. O resto, escola, etc., está tudo suspenso. O meu trabalho, eu hoje não fui porque eu estava insegura”, contou.
Ela, que mora em Israel há sete anos, trabalha a 30 quilômetros de casa. “O transporte público está funcionando quase normalmente. Eu não fui pro meu trabalho hoje, mas meu trabalho é considerado essencial, então amanhã eu vou”, destacou.
Já Thais Chulman, de 66, que vive em Netanya há quatro anos, disse que tem vivido momentos delicados ultimamente. “Tá um momento bastante tenso. Então a rotina é se proteger o melhor que a gente pode”, pontuou.
“Quando toca a sirene, a gente vai pro bunker do prédio e fica com os vizinhos, fica batendo papo, fica tentando se acalmar, um dá força pro outro, né? E vida que segue”, relatou.
Segundo ela, os moradores ficam cerca de 15 minutos no bunker: “A gente espera o toque pra gente poder sair do bunker, a gente fica aproximadamente uns 10, 15 minutos no bunker. E aí eles avisam quando a gente pode sair.”
“Mas tá tenso porque ontem a gente foi mais ou menos 15 vezes pro bunker, durante o dia e durante a noite. Então é bastante tenso e cansativo, né? Mas eu espero que essa guerra termine logo e que a gente possa voltar ao normal, né? Vai dá tudo certo”, desejou.
Thais trabalha em escola, mas tem ficado em casa nos últimos dias pois as aulas estão suspensas. “A gente não tá trabalhando. Esse período não tem aula, as crianças ficam em casa”, disse.
Entenda conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (28), que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, que prometeu aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.
Trump acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social. De acordo com o republicano, os EUA “não aguentam mais”. Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Diferente da última vez em que os EUA e Israel atacaram o Irã, em junho de 2025, os ataques começaram à luz do dia, na madrugada deste sábado enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.
Enquanto os ataques americanos em junho terminaram em poucas horas, fontes disseram à CNN Internacional que, desta vez, as forças armadas norte-americanas estão planejando ataques para vários dias.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques sem precedentes em todo o Oriente Médio, com explosões ouvidas em diversos países que abrigam bases militares americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
De acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto nos ataques coordenados. O aiatolá era um dos alvos da
*Com informações da CNN