A declaração foi feita na rede Truth Social. “Acabo de ser informado de que destruímos e afundamos nove navios da Marinha iraniana, alguns deles relativamente grandes e importantes”, escreveu o presidente. Em seguida, acrescentou que outros alvos ainda podem ser atingidos e ironizou a situação da força naval iraniana.
Em entrevista à revista The Atlantic, Trump declarou que pretende conversar com líderes iranianos, embora não tenha informado quando isso deve ocorrer nem com quem pretende dialogar. “Eles querem falar, e eu aceitei falar, então vou conversar com eles. Deveriam ter feito isso antes”, disse. O presidente também afirmou que parte das autoridades iranianas envolvidas em negociações anteriores morreu nos ataques recentes e acusou os dirigentes do país de terem tentado agir com esperteza excessiva.
Apesar da escalada militar, Trump afirmou acreditar que um levante popular contra o regime iraniano pode estar próximo. Ele mencionou comemorações registradas nas ruas do Irã e entre comunidades iranianas no exterior, em cidades como Nova York e Los Angeles. “Muita gente está extremamente feliz lá", declarou. Questionado se os Estados Unidos manteriam os bombardeios para apoiar uma eventual rebelião, respondeu que a decisão dependerá do cenário no momento.
Sobre possíveis ameaças do Irã ao território americano, o presidente evitou dar detalhes. Também minimizou preocupações econômicas relacionadas ao conflito. Segundo ele, a situação poderia ter provocado uma disparada no preço do petróleo caso os desdobramentos fossem piores. Trump ainda afirmou que a guerra não deve prejudicar os republicanos nas eleições legislativas de meio de mandato e declarou que o país vive o melhor momento econômico de sua história.
Ao encerrar a entrevista, Trump fez referência ao histórico de tensões entre os dois países. “As pessoas queriam fazer isso há 47 anos. Eles mataram pessoas por 47 anos, e agora isso se voltou contra eles”, afirmou.