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Reabertura do Estreito de Ormuz vai liberar 'muito petróleo', diz autoridade dos EUA

Preço da commodity disparou após o início da guerra no Oriente Médio e o bloqueio da passagem marítima

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O diretor do Conselho Econômico Nacional dos Estados Unidos, Kevin Hassett, indicou neste domingo (10) que, assim que o Estreito de Ormuz for totalmente aberto, "muito petróleo" será liberado no mercado e, consequentemente, reduzindo os preços.

Em entrevista à Fox News, Hassett reconheceu que consumidores e empresas enfrentarão custos mais altos "no curto prazo", visto que a guerra no Oriente Médio aumenta o preço do petróleo e do gás. Mas, para ele, o cenário mudará quando a passagem marítima for 100% reaberta.

Para a autoridade da Casa Branca, a reabertura do Estreito de Ormuz "pode levar um ou dois meses". A região é um aspecto fundamental para as negociações de um acordo de paz a longo prazo com o Irã. Os países ainda não chegaram a uma definição.

Alta nos preços do petróleo

Os preços do petróleo dispararam desde o início da guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã — iniciada em 28 de fevereiro, com ataques comandados pelo país norte-americano. Em represália, o país persa anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

O petróleo referência global, fechou a cerca de US$ 100 por barril na última sexta-feira (8) — o valor estava em US$ 73,21 um dia antes do início da guerra. O Goldman Sachs afirmou no mês passado que estima que o petróleo Brent permaneça acima de US$ 90 por barril pelo menos até o final do ano.

A interrupção no fornecimento de petróleo elevou o preço médio da gasolina nos EUA para US$ 4,52 por galão, de acordo com a Associação Automobilística Americana.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.