O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (1º) que a nova liderança do Irã manifestou interesse em abrir diálogo com Washington. A declaração foi dada em entrevista à revista The Atlantic, na qual o republicano disse ter aceitado conversar.
“Eles querem conversar, e eu concordei em conversar. Deveriam ter feito isso antes. Deveriam ter apresentado o que era muito prático e fácil de fazer antes. Esperaram demais”, declarou, em entrevista concedida de sua residência na Flórida.
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A fala ocorre após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Segundo a mídia estatal iraniana, três autoridades assumiram interinamente o comando do país durante o período de transição: o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei e o aiatolá Alireza Arafi, integrante do Conselho dos Guardiães.
O conflito
No sábado (29), Trump anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” contra o Irã, com o objetivo de neutralizar as forças armadas iranianas e desmantelar o programa nuclear do país. Em vídeo publicado na rede Truth Social, o presidente acusou Teerã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”.
Israel também confirmou ataques contra alvos iranianos. Diferentemente da ofensiva anterior, realizada em junho de 2025, as ações mais recentes ocorreram à luz do dia, na madrugada de sábado, primeiro dia útil da semana no Irã, enquanto milhões de pessoas se deslocavam para o trabalho e para a escola.
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De acordo com a CNN Internacional, a atual operação pode se estender por vários dias, ao contrário da incursão anterior, que terminou em poucas horas. A emissora informou ainda que Khamenei estava entre os alvos da primeira onda de ataques, ao lado de outros integrantes da cúpula iraniana.
Em retaliação, o regime iraniano lançou uma ofensiva considerada sem precedentes no Oriente Médio. Explosões foram registradas em países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
* Com informações de CNN