Enquanto Estados Unidos, Israel e Irã protagonizam uma guerra no Oriente Médio, com impacto em vários países nessa região do planeta, nos bastidores do esporte já se discute se a Copa do Mundo de 2026 pode ser impactada. O evento será realizado de 11 de junho a 19 de julho, nos três países da América do Norte: EUA, México e Canadá.
Guadalajara, no México, exibiu letreiro com contagem regressiva para a Copa do Mundo
A Fifa observa com cautela o
Pessoas ligadas à entidade negam que o Irã tenha abdicado do direito de disputar o Mundial, por exemplo.
No dia 28 de fevereiro, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, considerou como ‘improvável’ a participação do Irã no Mundial. No entanto, Mehdi Taj não tomou nenhuma decisão definitiva.
“Com o que aconteceu hoje e com o ataque dos Estados Unidos, é improvável que possamos olhar para a Copa do Mundo com esperança, mas são os dirigentes do esporte que devem decidir sobre isso”, falou Mehdi Taj, em discurso na televisão estatal iraniana.
Nesta terça-feira (3), data que marca 100 dias para o início do torneio, a Fifa deu prosseguimento ao rito normal programado. A venda de ingressos para a disputa da repescagem mundial foi aberta, assim como o credenciamento da imprensa para cobrir as partidas.
Recentemente, o CEO da Federação de Futebol dos Estados Unidos se disse favorável à participação do Irã na
“O presidente da Fifa, Gianni Infantino, compartilhou no fim de semana a intenção de realizar uma Copa do Mundo segura, com todas as equipes participando. E nós certamente apoiamos totalmente isso”, continuou o dirigente.
Histórico de disputa da Copa
A Copa do Mundo não foi disputado entre 1939 e 1945 em função da Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, foi realizada sob a Ditadura Militar na Argentina em 1978. A entidade também foi criticada após realizar a competição na Rússia, em 2018, mesmo sob o contexto da invasão e anexação da região da Crimeia.
Repescagem no México
As partidas da repescagem estão previstas para ocorrer nos dias 26 e 31 de março, em Guadalupe e Guadalajara, no México. A competição contará com Nova Caledônia, Jamaica, República Democrática do Congo, Bolívia, Suriname e Iraque.
O país da América do Norte sofreu com uma onda de violência após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como ‘El Mencho’. A morte ocorreu no dia 22 de fevereiro e desencadeou um cenário de violência e protestos no país.
Agora, nove dias depois da morte de ‘El Mencho’, as escolas voltaram a funcionar e as atividades no país retomaram a normalidade. O Campeonato Mexicano não foi paralisado.
Desdobramentos ‘esportivos’
A
Na manhã da segunda-feira (2), Mohammed ben Sulayen, presidente da Fia, divulgou nota oficial e afirmou que a entidade monitora os desdobramentos do enfrentamento entre os países.
“Neste momento de incerteza, esperamos por calma, segurança e um rápido retorno à estabilidade. O diálogo e a proteção dos civis devem continuar sendo prioridades”, diz trecho da nota.
O conflito atrapalhou a logística de equipes e jornalistas para chegar na Austrália, onde será disputado o primeiro Grande Prêmio da temporada, neste final de semana. Além disso, a F1 tem prevista duas corridas na região em abril: Bahrein e na Arábia Saudita.
Eventos esportivos no Irã foram cancelados por tempo indeterminado.
A Associação de Futebol do Catar adiou por prazo indefinido todas as partidas no país.
O conflito também prejudicou a logística de tenistas como Daniil Medvedev e Andrey Rublev. Os dois estavam em Dubai e estão inscritos no torneio de Indian Wells, que será disputado nos Estados Unidos.