Bombardeios no Irã deixam 742 civis mortos, diz ONG

Hrana relata quase mil feridos e investiga centenas de mortes; Washington apura possível ‘dano a civis’

Esta imagem, capturada da televisão estatal iraniana e transmitida em 28 de fevereiro de 2026, mostra o que a emissora afirma ser o local dos ataques mortais dos EUA e de Israel contra uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan, no sul do Irã, perto da estratégica rota marítima do Estreito de Ormuz

Os bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, iniciados no sábado (28), já deixaram 742 civis mortos, segundo a ONG de direitos humanos Hrana (Human Rights News Agency). O número de feridos chega a 971, e outras 624 mortes ainda estão sendo investigadas.

Entre as vítimas, estão 176 crianças mortas e 115 feridas. A maioria delas estava em uma escola primária atingida por um ataque na cidade de Minab, no sul do país. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram prédios destruídos e veículos queimados.

Segundo a Folha de S.Paulo, as imagens foram verificadas e são compatíveis com a localização da escola, que fica perto de um centro da Guarda Revolucionária.

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As Forças de Defesa de Israel afirmaram não ter informações sobre operações nessa área. Já o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) disse ao jornal The New York Times que apura um episódio envolvendo possíveis “danos a civis”.

Nessa segunda-feira (2), a Hrana confirmou mais 85 mortes de civis e informou que mantém 579 ocorrências — entre mortes e feridos — sob análise. Ao todo, a ONG contabilizou 28 alvos atingidos, incluindo instalações militares, duas áreas residenciais em Teerã, uma mesquita em Karaj e um prédio do governo regional em Rey, na região metropolitana da capital.

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Crise no Oriente Médio

O cenário de guerra aberta intensificou-se no último sábado (28), quando as forças norte-americanas e israelenses iniciaram uma ofensiva aérea contra o território iraniano, motivada por tensões envolvendo o programa nuclear do país.

Em represália, o governo persa lançou ataques contra países vizinhos que abrigam bases militares dos Estados Unidos, incluindo Bahrein, Jordânia e os Emirados Árabes Unidos. A confirmação da morte de Khamenei, anunciada no domingo, elevou a retórica de guerra, com o presidente Masoud Pezeshkian declarando que a vingança é um “direito e dever legítimo”, prometendo a maior ofensiva da história do Irã.

Do lado ocidental, o presidente Donald Trump manteve a postura de confronto, advertindo o regime dos aiatolás contra novas retaliações. O líder norte-americano afirmou que qualquer reação iraniana será respondida com uma força “nunca antes vista” e reiterou que os bombardeios continuarão de forma ininterrupta pelo tempo que for necessário.

Segundo Trump, o objetivo das operações militares é alcançar a paz no Oriente Médio e no mundo, enquanto as agressões mútuas persistem e colocam a comunidade internacional em estado de alerta máximo.

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