Sem citar nomes, Cleitinho diz que ‘fazem de tudo’ para impedir sua candidatura em MG

Após um período sem se manifestar sobre a disputa pelo governo de Minas, o senador voltou às redes sociais para levantar cenários em que seria candidato

Cleitinho (Republicanos-MG), senador eleito por Minas Gerais.

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) voltou a dar sinais de que não irá desistir de disputar o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano.

Após um período “em silêncio”, sem falar abertamente sobre o pleito, o parlamentar usou as redes sociais nesta sexta-feira (9) para dizer, sem citar nomes, que estão “fazendo de tudo” para impedir que ele participe da corrida pelo Palácio Tiradentes. “Estão divulgando que eu não estou preparado, que desisti de ser candidato, que não tenho apoio político e que faço fake news”, disse na publicação.

Cleitinho ainda “convocou” os seguidores ao afirmar que “irá pra cima” caso efetivamente se torne candidato.

Atividade na internet

O senador, que é bastante presente nas redes sociais, tem utilizado perfis como o do Instagram — onde possui mais de 3,5 milhões de seguidores — para dar suas opiniões pessoais sobre assuntos relacionados ao governo federal e também ao governo de Minas Gerais, sob a liderança de Romeu Zema (Novo).

Na quinta-feira (8), em nova crítica ao governador, Cleitinho publicou um vídeo questionando o decreto de Zema que amplia o período de oferta dos serviços de segurança para ex-governadores e ex-vice-governadores. Como o governador está “de malas prontas” para deixar o Executivo mineiro, mirando uma disputa em Brasília, a decisão repercutiu entre políticos de diferentes ideologias.

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Voltando a falar em hipóteses e possibilidades, sem se colocar oficialmente como pré-candidato, Cleitinho afirmou que, se eleito, derrubará a medida. “Que medo é esse do povo? Eu não consigo entender. Quando você faz um bom trabalho, um bom mandato, você não precisa ter medo do povo, porque o povo irá te respeitar”, disse.

O senador, que também já atuou como deputado estadual, foi crítico do processo de privatização da Copasa, liderado por Zema. O projeto, que tramitou e foi aprovado pela base do governador na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), só avançou após a aprovação de outro texto: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), conhecida como PEC do Referendo.

A proposta, também aprovada pelos deputados, retirou a exigência de consulta popular para a venda da estatal. Na época, Cleitinho afirmou que a Copasa é um “patrimônio” de Minas Gerais e defendeu que os usuários da companhia fossem os responsáveis por decidir se queriam ou não a privatização.

Outro tema em que o senador tem sido bastante vocal é a discussão em torno do fim da escala de trabalho 6x1 — seis dias de trabalho para um de descanso. Embora a pauta esteja sendo associada ao governo Lula (PT), Cleitinho defende que o assunto é apartidário. “Sou oposição ao governo federal, mas não sou oposição ao Brasil.”

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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