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Dívida dos estados: para evitar ruídos, Pacheco vai levar texto para ‘validação’ do governo Lula

Presidente do Congresso tem se reunido com lideranças políticas de Minas Gerais e quer ‘costurar’ projeto para acelerar votação

Pacheco quer alinhar texto com o governo Lula para evitar desgastes

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) quer validar com o governo Lula os detalhes do projeto que garante novos termos para a renegociação das dívidas dos estados com a União. Reuniões decisivas sobre o assunto vão ocorrer entre esta e a próxima semana.

"É uma espécie de validação do texto”, disseram fontes da Itatiaia próximas as discussões.

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O objetivo de Pacheco é evitar, por exemplo, que um texto seja divulgado ao público e, mais tarde, o governo federal se manifeste de maneira contrária a alguns pontos do projeto. Além de evitar ruídos e novos desgastes entre o Executivo e o Legislativo, a estratégia evita que o texto fique “indo e vindo” para fazer ajustes, o que pode atrasar as discussões e votações necessárias nas Assembleias Legislativas e no próprio Congresso Nacional. Após acertar o texto junto ao governo Lula, Pacheco deve apresentá-los aos representantes dos estados.

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Embora a dívida de Minas seja de cerca R$ 160 bilhões e Pacheco seja senador por Minas Gerais, o texto de Pacheco para resolver a questão da dívida do estado com a União deve contemplar particularidades de outros entes da federação, como o Rio Grande do Sul — cuja divida é de cerca de R$ 100 bilhões — e o Rio de Janeiro, cujo montante supera os R$ 190 bilhões.

No caso de Minas Gerais, Pacheco tem mantido conversas com o governador Romeu Zema (Novo) e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Tadeu Martins Leite (MDB) e parlamentares estaduais. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) também têm participado das discussões.

Nesta terça-feira (11), a dívida mineira foi tema de um café da manhã entre Pacheco e Martins Leite. No encontro, o deputado ouviu a promessa de que Pacheco vai apresentar, nos próximos dias, um projeto sobre o assunto.

Até o momento, nenhum detalhe do texto foi confirmado até o momento. Não se sabe, por exemplo, se empresas estatais como a Cemig, Copasa e Codemig vão entrar no abatimento do estoque da dívida em um processo de federalização. É preciso saber, por exemplo, se o governo federal tem interesse nas empresas e quanto estaria disposto a pagar por elas.

“Os detalhes ainda serão divulgados, mas reafirmo nossa confiança no Congresso Nacional e na sensibilidade do senador ao elaborar, após muito diálogo, um plano para ajudar a enfrentar esta demanda histórica e solucionar definitivamente este, que é o principal problema de Minas”, disse Martins Leite.


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Repórter de política na Rádio Itatiaia. Começou no rádio comunitário aos 14 anos. Graduou-se em jornalismo pela PUC Minas. No rádio, teve passagens pela Alvorada FM, BandNews FM e CBN, no Grupo Globo. No Grupo Bandeirantes, ocupou vários cargos até chegar às funções de âncora e coordenador de redação na BandNews FM BH. Na televisão, participava diariamente da TV Band Minas e do BandNews TV. Vencedor de 8 prêmios de jornalismo. Já foi eleito pelo Portal dos Jornalistas um dos 50 profissionais mais premiados do Brasil.