O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) quer validar com o governo Lula os detalhes do projeto que garante novos termos para a renegociação das dívidas dos estados com a União. Reuniões decisivas sobre o assunto vão ocorrer entre esta e a próxima semana.
"É uma espécie de validação do texto”, disseram fontes da Itatiaia próximas as discussões.
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O objetivo de Pacheco é evitar, por exemplo, que um texto seja divulgado ao público e, mais tarde, o governo federal se manifeste de maneira contrária a alguns pontos do projeto. Além de evitar ruídos e novos desgastes entre o Executivo e o Legislativo, a estratégia evita que o texto fique “indo e vindo” para fazer ajustes, o que pode atrasar as discussões e votações necessárias nas Assembleias Legislativas e no próprio Congresso Nacional. Após acertar o texto junto ao governo Lula, Pacheco deve apresentá-los aos representantes dos estados.
Embora a
No caso de Minas Gerais, Pacheco tem mantido conversas com o governador Romeu Zema (Novo) e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Tadeu Martins Leite (MDB) e parlamentares estaduais. O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) também têm participado das discussões.
Nesta terça-feira (11), a dívida mineira foi tema de um
Até o momento, nenhum detalhe do texto foi confirmado até o momento. Não se sabe, por exemplo, se empresas estatais como a Cemig, Copasa e Codemig vão entrar no abatimento do estoque da dívida em um processo de federalização. É preciso saber, por exemplo, se o governo federal tem interesse nas empresas e quanto estaria disposto a pagar por elas.
“Os detalhes ainda serão divulgados, mas reafirmo nossa confiança no Congresso Nacional e na sensibilidade do senador ao elaborar, após muito diálogo, um plano para ajudar a enfrentar esta demanda histórica e solucionar definitivamente este, que é o principal problema de Minas”, disse Martins Leite.