O czar da fronteira da Casa Branca, Tom Homan, enviado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunicou, nesta quarta-feira (4), a retirada “imediata” de 700 agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) em Minneapolis. A medida foi motivada pela tensão na cidade após a morte de dois manifestantes por policiais de imigração.
Em uma coletiva de imprensa, Homan reconheceu que há uma melhor colaboração com as autoridades locais e uma menor necessidade de manter agentes do ICE na cidade.
“Nunca tínhamos tido este tipo de cooperação com autoridades locais”, disse Homan, que não especificou se a retirada se limita à cidade de Minneapolis ou a todo o estado.
O enviado de Trump ainda apresentou números sobre as operações comandadas pelo ICE nas últimas semanas. “Fizemos avanços significativos”, disse.
Há semanas, milhares de policiais federais, entre eles agentes armados e disfarçados, têm multiplicado as operações no estado de Minnesota para expulsar imigrantes em situação irregular.
Segundo Homan, 139 pessoas foram detidas por agressão, 87 por crimes sexuais e 28 por pertencer a gangues.
Mudanças no ICE após mortes de manifestantes
Tom Homan foi enviado para Minnesota por Donald Trump após o
A decisão foi tomada após o enfermeiro
Ações do ICE em Minnesota
A cidade de
A secretária de Segurança Interna, Kriti Noem, afirmou, na época, que havia uma multidão hostilizando os agentes e a mulher teria “transformado o seu veículo em uma arma”, tentando atropelar o policial. Para se defender, ele abriu fogo contra Renee.
Autoridades locais contestaram a versão da secretária. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, são contra as ações do ICE no território. As declarações tensionam a relação deles com Donald Trump, que caracteriza o trabalho da agência como “fenomenal.” O caso aumentou a tensão em Minneapolis e manifestantes entraram em combate com a polícia.
Em 24 de janeiro, agentes federais atiraram e mataram
Stephen Miller, um dos principais assessores de Trump, inicialmente justificou a morte de Pretti, classificando-o como um “assassino em potencial”, apesar de as imagens em vídeo mostrarem que o
Posteriormente, Miller voltou atrás e afirmou que os agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras que mataram Pretti “podem não ter seguido esse protocolo.”
Outro caso que chamou atenção foi a detenção de
A Justiça dos Estados Unidos ordenou a
*Com informações da AFP.