Caso Epstein: entenda por que Bill e Hillary Clinton prestarão depoimento nos EUA

Democratas afirmam que a investigação é usada para atacar os adversários políticos do presidente Donald Trump

Ex-presidente dos Estados Unidos, o democrata Bill Clinton, e a esposa dele, a ex-chefe da diplomacia norte-americana, Hillary Clinton

O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a esposa dele, a e=ex-chefe da diplomacia norte-americana Hillary Clinton, prestarão depoimento em uma investigação do Congresso sobre o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.

O caso do ex-financista envolve nomes de figuras públicas, principalmente políticas, gerando uma batalha partidária em meio ao escândalo. O Comitê de Supervisão da Câmara dos Representants, de maioria republicana, acusou o casal, democrata, de desobedecerem informações para depor sobre o vínculo deles com Epstein.

Os democratas afirmam que a investigação é usada para atacar os adversários políticos do presidente Donald Trump que, por sua vez, foi amigo de Epstein e não foi convocado a testemunhar.

Bill e Hillary Clinton haviam, incialmente, se recusado a comparecer diante dos legisladores que investigam o caso. Eles argumentaram que as intimações eram inválidas porque tinham um propósito legislativo claro.

No entando, o porta-voz do casal, Ángel Ureña, afirmou em uma rede social que eles “estarão lá" e “esperam estabelecer um precedente que se aplique a todos”.

Os republicanos afirmam que os vínculos dos Clinton com Epstein - incluindo a ocasião em que o ex-preisdente usou o jato privado do agressor no início dos anos 2000, antes de ser condenado - justificam um interrogatório presencial.

Bill Clinton reconheceu ter utilizado a aeronave do financista para realizar trabalhos humanitários relacionados à Fundação Clinton, mas afirmou que nunca visitou sua ilha privada.

Nomes não censurados

Enquanto isso, um tribunal irá analisar, nesta quarta-feira (4), um pedido para bloquear o acesso aos registros da investigação relacionados ao Epstein. A medida acontece após vítimas afirmarem que seus nomes não haviam sido ocultados.

De acordo com uma carta dirigida aos juízes, advogados do escritório Edwards Henderson, da Flórida, afirmaram que os novos arquivos citavam 32 vítimas menores, tendo somente um nome censurado.

Trump é citado nos arquivos

Na última semana, o Departamento de Justiça divulgou o último lote de documentos, fotos e vídeos dos arquivos deste caso - incluindo a relação de Trump com Epstein.

O documento contém uma lista de acusações de agressão sexual relacionadas ao republicano. Muitas das denúncias são anônimas e possuem informações não verificadas.

As acusações foram apresentadas por telefone ou eletronicamente ao Centro Nacional de Operações de Ameaças do FBI. Os arquivos sugerem que os investigadores seguiram várias informações apresentadas. Outras foram consideradas improváveis.

“Alguns documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, que foram apresentadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. É importante esclarecer que estas afirmações não têm fundamento e são falsas”, afirmou o Departamento de Justiça em um comunicado.

*Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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