Novos documentos do FBI tornados públicos nesta semana revelam informações adicionais sobre as ligações de Donald Trump e seu ex-estrategista, Steve Bannon, com o falecido magnata Jeffrey Epstein. Os arquivos, que fazem parte de um vasto conjunto de milhares de páginas liberadas pelo Departamento de Justiça, apresentam depoimentos que mencionam interações e comentários feitos por Epstein a respeito do atual presidente dos Estados Unidos e de seus aliados.
Conforme os registros, Epstein teria discutido abertamente sua relação com Trump, fazendo observações sobre o estado mental do republicano e mencionando episódios ocorridos na década de 1990. Entre as revelações mais polêmicas está a menção de uma piada feita por Epstein sobre a suposta “venda” de uma mulher para Trump, além de trocas de e-mails com Bannon que citavam tanto o republicano quanto o Príncipe Andrew.
Apesar das menções, as investigações até o momento não apresentaram provas concretas que liguem Trump às atividades criminosas de tráfico sexual realizadas por Epstein. O presidente tem negado sistematicamente qualquer irregularidade, classificando a liberação dos documentos como uma “farsa” movida por interesses políticos.
Em comunicado, a Casa Branca reiterou que os materiais apenas confirmam o que já era de conhecimento público sobre o convívio social de Epstein em Palm Beach, sem comprovar envolvimento em crimes. A divulgação desses arquivos ocorre em um contexto de intensa pressão política, após o Congresso dos Estados Unidos aprovar medidas para aumentar a transparência sobre o caso.
O Departamento de Justiça segue com o processo de revisão e edição de milhões de páginas adicionais que podem esclarecer ainda mais a rede de contatos de Epstein e a extensão de suas operações.
Com informações de CNN Brasil