O ex-príncipe do Reino Unido e irmão do rei Charles III, Andrew Mountbatten-Windsor, deixou a residência palaciana nesta quarta-feira (4) após revelações prejudiciais vinculadas ao criminoso sexual Jeffrey Epstein.
“Com o mais recente lote de arquivos de Epstein, ficou claro para ele que era hora de ir embora”, disse um amigo, segundo o tabloide britânico The Sun. “Sair foi tão humilhante para ele que escolheu fazer isso sob o manto da escuridão”.
O ex-príncipe, de 65 anos, esperava permanecer por mais tempo no Chalé Real, sua casa em Windsor há décadas, informou o The Sun. Entretanto, ele teria se mudado na segunda-feira (2) e sido levado de carro para uma casa de campo em Sandringham, a propriedade do rei em Norfolk, onde será sua casa agora.
Charles III retirou os títulos de Andrew em outubro e disse que ele seria transferido depois que surgiram detalhes sobre seu relacionamento contínuo com Epstein. O rei também afirmou que sua solidariedade está com as vítimas de abuso.
Novos arquivos relacionados a Epstein, publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA na sexta-feira, incluíram e-mails que sugerem que Andrew manteve contato regular com Epstein por mais de dois anos depois que ele foi considerado culpado por crimes sexuais contra crianças.
Andrew negou qualquer irregularidade em relação a Epstein e já havia negado manter laços com o financista após a condenação de Epstein em 2008, exceto por uma visita a Nova York em 2010 para encerrar o relacionamento entre eles.
(Sob supervisão de Lucas Borges)