Rússia realiza ataques em larga escala contra Ucrânia durante onda de frio de -20ºC

Ação acontece ao mesmo tempo em que secretário-geral da Otan visita Kiev; mais de mil prédios da capital estão sem aquecimento

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e mandatário russo, Vladimir Putin

A Ucrânia acusou, nesta terça-feira (3), a Rússia de ter executado o ataque “mais potente do ano” contra instalações de energias já fragilizadas. A ação aconteceu na noite de segunda (2), horas antes da chegada do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Kiev.

“Ataques russos como os de ontem à noite não demonstram seriedade a respeito da paz”, disse Rutte em um discurso no Parlamento ucraniano.

Explosões foram ouvidas durante toda a noite na capital da Ucrânia e mais de mil edifícios na capital ficaram sem aquecimento, com temperaturas abaixo de -20ºC. Em Khariv, a segunda maior cidade do país, mais de 100 mil casas foram afetadas.

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O novo ataque contra o setor energético ucraniano acontece após alguns dias de trégua. Na última semana, o Kremlin anunciou que, a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia aceitado interromper os ataques contra Kiev até 1º de fevereiro.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou o “ataque deliberado contra a infraestrutura energética, com um número recorde de mísseis balísticos”. Ele ainda acusou Moscou de ter aproveitado a pauta para “acumular mísseis” e “esperar os dias mais frios do ano” para atacar.

Segundo a Força Aérea da Ucrânia, o exército russo disparou 71 mísseis e 450 drones de ataque. Dos total, 38 mísseis e 412 drones foram interceptados. Os disparos atingiram oito regiões, incluindo Kiev, Dnipro (centro-leste), Kharkiv (nordeste) e Odessa (sul).

Conflito entre os países

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, o que desencadeou o pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com um balanço de dezenas de milhares de mortos nos dois lados, ou até centenas de milhares.

Os ataques não dão trégua, mesmo com a previsão de um segundo ciclo de negociações na quarta e quinta-feira em Abu Dhabi para buscar uma saída diplomática, com a mediação dos Estados Unidos.

* Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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