Israel realizou um ataque à Faixa de Gaza nesta quarta-feira (4) e matou 21 pessoas, incluindo quatro crianças, segundo informações do governo de Gaza. A passagem de fronteira de Rafah, a única que liga a região por terra sem passar por território israelense, foi fechada novamente.
O Exército israelense afirmou que os tanques dispararam contra Gaza e que ataques aéreos foram lançados depois que um atirador abriu fogo contra soldados israelenses e feriu gravemente um reservista.
Os ataques atingiram a Cidade de Gaza e a cidade de Khan Younis, no Sul. Um responsável de saúde de Gaza disse à agência de notícias Reuters que Israel também interrompeu a passagem de pacientes pela passagem de fronteira de Rafah para o Egito, dois dias após ela ter sido reaberta, permitindo que um pequeno número de palestinos atravessasse pela primeira vez em meses.
Um porta-voz do ''Crescente Vermelho’’, movimento humanitário que atua com a Cruz Vermelha, disse que pacientes haviam chegado a um hospital em Khan Younis em preparação para cruzar a passagem de Rafah para tratamento, mas foram informados de que Israel havia adiado as evacuações.
“Eles ligaram para os pacientes e disseram que hoje não haverá viagem alguma, a passagem está fechada”, disse à Reuters, no hospital, uma paciente palestina que estava prevista para ser evacuada, enquanto vários outros aguardavam em ambulâncias.
A agência israelense que controla o acesso a Gaza, o Cogat, disse em comunicado nesta quarta-feira que a passagem de Rafah permanecia aberta, mas que não havia recebido os detalhes de coordenação necessários da Organização Mundial da Saúde (OMS) para viabilizar a travessia.
Reabertura faz parte de cessar-fogo mediado pelos EUA
A passagem de Rafah, única fronteira terrestre da Faixa de Gaza, que liga o território ao Egito, foi reaberta parcialmente nessa segunda-feira (2). O trecho estava interditado desde 2024.
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A reabertura total de Rafah estava prevista no plano do presidente americano Donald Trump para pôr fim à guerra desencadeada em 7 de outubro de 2023 pelo ataque do Hamas em solo israelense.
As autoridades israelenses, que controlam o posto fronteiriço pelo lado palestino, não mencionaram um possível aumento da ajuda a Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária.
(Sob supervisão de Alex Araújo)