Ucrânia, Rússia e EUA fazem 2ª rodada de negociação para a paz em Abu Dhabi; veja detalhes

Países buscam um acordo diplomático para encerrar conflito que acontece há quase quatro anos; terceiro encontro está marcado para esta quinta (5)

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky e homônimos Donald Trump e Vladimir Putin

Negociadores da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos se reuniram, nesta quarta-feira (4), em Abu Dhabi, em busca de uma solução diplomática para quase quatro anos de guerra. Esta foi a segunda rodada de negociações e o próximo encontro está previsto para quinta (5).

Para negociar com o chefe do Conselho de Segurança ucraniano, Rustem Umerov, a Rússia enviou seu diretor de inteligência militar, Igor Kostiukov, um enviado oficial da Marinha que foi alvo de sanções do países ocidentais pelo papel na invasão da Ucrânia. Os Estados Unidos enviaram seu emissário internacional, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.

O principal obstáculo das tratativas de cessar-fogo é o destino do território do leste da Ucrânia. Moscou exige que Kiev retire as forças de grande parte da região do Donbass, incluindo áreas importantes de recursos naturais. O governo de Vladimir Putin ainda deseja o reconhecimento internacional dessas terras.

Hoje, a Rússia ocupa quase 20% do país vizinho. Se continuar avançando neste ritmo, o exército russo levaria mais 18 meses para conquistar toda a região.

Por outro lado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, insiste que o conflito deveria ser congelado nas atuais linhas da frente de batalha e rejeita a retirada unilateral das forças de Kiev.

O conflito é considerado o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, iniciado pela invasão russa ao território ucraniano em fevereiro de 2022.

A maioria da população da Ucrânia rejeita um acordo que conceda território a Moscou em troca de paz, segundo pesquisas de opinião, e muitos consideram inconcebível ceder áreas que soldados estão defendendo há quase quatro anos.

Ataques russos

Ataques contra o setor energético da Ucrânia foram registrados após alguns dias de trégua entre os países. Na última semana, o Kremlin havia anunciado que, a pedido de Trump, iria interromper os ataques contra Kiev até 1º de fevereiro.

Na noite da última segunda (2), um dia após o fim do acordo, a Ucrânia acusou a Rússia de ter executado o ataque “mais potente do ano” contra instalações de energias já fragilizadas.

Explosões foram ouvidas durante toda a noite na capital da Ucrânia e mais de mil edifícios na capital ficaram sem aquecimento, com temperaturas abaixo de -20ºC. Em Khariv, a segunda maior cidade do país, mais de 100 mil casas foram afetadas.

*Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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