Justiça da Argentina pede extradição de Nicolás Maduro; entenda

Maduro está no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, sob a custódia norte-americana há um mês

Nicolás Maduro vendado e algemado após ataques dos Estados Unidos na Venezuela

A Justiça da Argentina solicitou aos Estados Unidos, nesta quarta-feira (4), a extradição do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro. A medida busca que o chavista responda por acusações de crimes contra a humanidade, segundo uma decisão judicial vista pela “AFP”.

No documento, um juiz argentino expediu ordens de prisão para interrogar Maduro e seu ministro do Interior, número dois do chavismo, Diosdado Cabello, afirmando que eles foram líderes de um “plano sistemático de repressão, desaparecimento forçado de pessoas, tortura, homicídios e perseguição contra uma parcela da população civil, desde 2014, até o presente.”

O país sul-americano já havia solicitado a captura internacional de Maduro em 2024. Na época, a Argentina divulgou duas denúncias apresentadas pela Fundação de George e Amal Clooney (CFJ, em inglês) e, separadamente, pelo Foro Argentino para a Defesa da Democracia (FADD).

No ano anterior, as duas organizações denunciaram o governo da Venezuela por violações aos direitos humanos, perante a Justiça argentina, citando o princípio da jurisdição universal - que permite que qualquer Estado processe indivíduos por crimes gravíssimos contra o direito internacional, com genocídio, crimes de guerra, tortura e crimes contra a humanidade, independentemente de onde ocorreram, da nacionalidade do autor ou da vítima.

O que é extradição?

A extradição é um mecanismo de cooperação internacional que consiste na entrega de uma pessoa investigada, processada ou condenada a outro Estado para responder por um processo penal ou cumprir pena definitiva por crimes cometidos.

Captura de Maduro

Maduro está no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, sob a custódia norte-americana há um mês. Os EUA movem diversos processos por crime organizado e narcotráfico para ele e sua esposa, Cília Flores.

Os dois foram capturados por Tropas de elite da Força Delta no início de janeiro, em Caracas, capital da Venezuela. Eles passaram por uma audiência de custódia e se declararam inocentes. Uma nova audiência está marcada para o dia 17 de março.

*Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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