Maduro foi capturado em 47 segundos; saiba detalhes da operação dos EUA na Venezuela

Informações sobre a ofensiva das Forças Armadas americanas na Venezuela foram compartilhadas pelo chefe do Estado-Maior, Dan Caine

Maduro foi levado para um navio de guerra dos EUA e será transportado para Nova York

A captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por agentes dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3) durou apenas 47 segundos, segundo informou Donald Trump. Alguns poucos detalhes da operação foram compartilhados pelo Republicano e pelo chefe do Estado-Maior dos EUA, Dan Caine, durante coletiva de imprensa.

Segundo o presidente Trump, não houve mortes na operação e poucos homens ficaram feridos. “Foram necessários 47 segundos, mas foi muito difícil. Ele chegou até a porta, mas não conseguiu fechá-la. Passamos pela oposição, por forças de retaliação. Havia muitos adversários”, disse.

Já segundo Dan Caine, a operação de extração envolveu mais de 150 aeronaves em coordenação. “Todas as aeronaves indo juntas ao mesmo lugar para fazer efeitos de camadas têm um objetivo único: interditar as forças nos arredores de Caracas e, ao mesmo tempo, manter a surpresa tática”, afirmou.

A operação foi intitulada de Determinação Absoluta, realizada após meses de mobilização de tropas americanas no mar do caribe. Segundo Caine, os militares esperavam condições específicas para iniciarem a ofensiva. A ordem veio por volta de 00h46 no horário de Brasília.

As 150 aeronaves saíram de 20 pontos de decolagem, incluindo o porta-aviões nuclear USS Gerald Ford, o maior navio do tipo no mundo. A primeira onda de ataques contou com caças F/A-18 e F-22, junto a bombardeiros B-1B. Eles abriram caminho para os helicópteros de extração MH-60 Seahawk e CH-47, que levavam soldados de elite do Exército.

A operação contou com envolvimento da CIA, a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) e a Agência Nacional de Informação Geoespacial (NGA). “Nosso trabalho começou décadas atrás, depois de experiências complexas integradas em água, terra e ar”, disse Caine.

Segundo o militar, os EUA monitoravam Maduro de perto desde o início de dezembro. “Sabíamos por onde ele andava, onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, quem eram seus animais de estimação. No início de dezembro, fizemos uma série de eventos de alinhamento”, destacou.

Agora, a operação mirou pontos militares em Caracas e outras províncias venezuelanas. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Os dois estão sob custódia em um navio militar no Caribe e serão enviados para enfrentar a Justiça americana em Nova York. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o venezuelano vai responder por crimes como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.

Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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