O México está tomado por um cenário caótico de violência após a morte do narcotraficante Nemésio “El Mencho” Oseguera Cervantes, líder do cartel de Jalisco (CJNG) e considerado o mais influente após Joaquín “El Chapo” Guzmán, que está preso desde 8 de janeiro de 2016.
Ex-policial, Oseguera se tornou um dos fugitivos mais procurados do mundo, com os Estados Unidos oferecendo uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão.
Nascido em julho de 1966 no estado de Michoacán, no Oeste do país, Oseguera mudou-se posteriormente para os Estados Unidos e envolveu-se profundamente com o tráfico de drogas a partir da década de 1990, segundo a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA na sigla em inglês).
A trajetória de “El Mencho” é marcada por idas e vindas entre a legalidade e o crime. De acordo com o portal de investigação InSight Crime, especializado em segurança nas Américas, Nemesio cresceu em uma família pobre de produtores de abacate em Michoacán e imigrou ilegalmente para os EUA nos anos 1980.
Em 1994, foi condenado na Califórnia por conspiração para distribuir heroína e cumpriu três anos de prisão nos EUA.
Após retornar ao México, trabalhou como policial no estado de Jalisco, no Oeste do país, mas o trabalho servia apenas como fachada e logo retomou às atividades criminosas, consolidando influência no submundo do narcotráfico e ascendendo à chefia de um dos impérios criminosos mais poderosos e implacáveis do país.
‘El Mencho’ esteve na lista dos mais procurados
Oseguera teve uma longa carreira de brutalidade antes de formar o CJNG. Por um tempo, ele atuou como chefe de pistoleiros, ou principal executor, do Cartel Milenio, antes de supervisionar a segurança e a violência operacional do famoso Cartel de Sinaloa, cujo ex-líder Guzmán cumpre pena de prisão perpétua em uma prisão dos Estados Unidos.
Segundo a DEA, o CJNG surgiu na década de 2010 a partir dos remanescentes do Cartel Milenio, que se fragmentou em meio a um vácuo de poder após a captura do líder, Óscar Nava Valencia, em 2009.
O cartel demonstrou poderio militar em maio de 2015, quando respondeu a uma operação de segurança com bloqueios simultâneos em vários municípios e abateu um helicóptero militar. Três soldados morreram nos confrontos.
No ano seguinte, o grupo foi responsabilizado pelo sequestro audacioso do filho de “El Chapo” em um restaurante badalado de Puerto Vallarta. Ele foi libertado uma semana depois.
*Com informações da CNN
(Sob supervisão de Alex Araújo)