O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as petrolíferas americanas vão voltar a operar na Venezuela, país com uma das maiores reservas de óleo bruto no mundo. A declaração do Republicano ocorreu durante coletiva de imprensa na Casa Branca, neste sábado (3), após operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
“Vamos fazer com que nossas empresas petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores em qualquer lugar do mundo, entrem e invistam bilhões de dólares para repararem a infraestrutura petrolífera gravemente deteriorada, e comecem a gerar dinheiro para o país”, disse Trump.
Questionado sobre o quanto os Estados Unidos devem gastar de dinheiro na administração da Venezuela, Trump afirmou que o dinheiro será financiado pela exploração do petróleo. “Não vamos gastar dinheiro, as empresas de petróleo é que gastarão. Vamos tomar o petróleo de volta, que sinceramente deveríamos ter tomado a muito tempo. Muito do dinheiro virá do chão e vamos ser reembolsados por tudo”, completou.
Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera na Venezuela com uma autorização especial do regime de Nicolás Maduro. Porém, empresas como a Exxon Mobil, ConocoPhillips e Shell tiveram sua exploração expropriada pelo governo venezuelano.
“Muito do dinheiro virá do petróleo e vamos ser reembolsados por tudo. É uma grande e importante madrugada, temos que estar cercados por países seguros, e precisamos ter energia. O que vai acontecer com a Venezuela ao longo do ano será excelente, principalmente para o povo da Venezuela, o maior beneficiário”, destacou o presidente dos EUA.
Segundo Trump, os Estados Unidos vão administrar a Venezuela até que haja um processo de transição de governo. A ofensiva americana ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo.
Mais cedo, o presidente afirmou que Maduro e Cilia Flores estão sob custódia em um navio militar no Caribe e serão enviados para enfrentar a Justiça americana em Nova York. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o venezuelano vai responder por crimes como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
A líder da oposição, María Corina Machado, comemorou a ofensiva americana e pregou uma ‘transição democrática’. “Vamos retomar a ordem, libertar os presos políticos, construir um país excepcional e trazer nossos filhos de volta para casa”, destacou Corina.