O jornal Washington Post, do
O editor-executivo do jornal, Matt Murray, afirmou que a empresa enfrenta prejuízos há algum tempo e já não atendia mais aos leitores, o que indicou necessidade de uma reformulação. “Sei que cada um de nós acredita profundamente neste lugar... e todos queremos salvá-lo”, disse.
“Devemos trabalhar juntos para nos tornarmos mais ágeis e encontrar novas formas de trabalhar e inovar para entender o que nossos clientes querem mais e o que querem menos”, acrescentou Murray.
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Murray disse aos funcionários da redação que todas as editorias seriam afetadas de alguma forma. Ele também afirmou que, com a mudança, o jornal irá priorizar publicações com foco em política e no âmbito nacional.
Mesmo que a seção de esportes seja fechada, Murray confirmou que alguns dos repórteres permanecerão e serão transferidos para o departamento de variedades, para cobrir a cultura do esporte.
“As ações que estamos tomando incluem uma ampla reestruturação estratégica com uma redução significativa de pessoal”, comentou o editor-executivo. A empresa também fez cortes amplos no departamento comercial.
Compra e mudanças do Washington Post
O Post expandiu durante os primeiros anos após a compra, mas a empresa tem enfrentado dificuldades financeiras recentemente.
As demissões acontecem há anos. Em 2023, o jornal ofereceu um plano de demissão voluntária após registrar prejuízo de U$100 milhões (cerca de R$525 milhões).
Em 2024, a empresa passou por mudanças editoriais com a contratação do britânico Will Lewis para ocupar os cargos de diretor-executivo e editor do jornal para reverter a queda de audiência e assinaturas.
Ele chegou a experimentar várias mudanças para transformar a organização, adotando estratégias como o uso da inteligência artificial para impulsionar comentários, por exemplo.
No mesmo ano, Lewis havia alertado que o Washington Post estava em apuros “Estamos perdendo grandes quantias de dinheiro”, disse na época. “As pessoas não estão lendo”, completou.