Caso Epstein: Donald Trump é citado mais de mil vezes nos arquivos do FBI

Menções ao presidente norte-americano não significa necessariamente que ele cometeu algum tipo de crime; último lote de documentos foi divulgado na semana passada

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é mencionado mais de mil vezes nos três milhões de documentos sobre o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein. O último lote de arquivos do FBI foi divulgado na última sexta-feira (30).

O site do Departamento de Justiça dedicado ao caso Epstein mostra 1.800 resultados em uma busca por “Donald Trump” — número que aumentou à medida que o site da pasta indexava mais arquivos.

Os documentos contêm uma lista de alegações de agressão não verificadas contra Trump, que foi compilada por agentes do FBI no ano passado. Há também anotações sobre uma mulher que acusou o presidente norte-americano de tê-la estuprado quando tinha 13 anos.

Também há um interrogatório do FBI com uma das vítimas de Epstein, que afirmou que a cúmplice do agressor, Ghislaine Maxwell, certa vez a “apresentou” a Trump em uma festa.

A menção do republicano nos arquivos Epstein não significa necessariamente que ele cometeu algum tipo de crime. Ao mesmo tempo que algumas referências incluem alegações de agressão sexual, que não foram verificadas, muitas menções são “inofensivas”. Trump nega há muito tempo qualquer irregularidade relacionada a Epstein e ou qualquer alegação de crime sexual.

No último sábado (31), o presidente norte-americano, ao comentar sobre a divulgação dos arquivos, disse: “Eu mesmo não vi, mas fui informado por muitas pessoas importantes que isso não só me absolve, como é o oposto do que as pessoas esperavam.”

Em comunicado, o Departamento de Justiça afirmou que “alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump, que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020.”

“Para que fique claro, as alegações são infundadas e falsas e, se tivessem um mínimo de credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump”, adicionou a pasta.

*Com informações da CNN Brasil.

Leia também

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

Ouvindo...