Justiça dos EUA determina libertação de menino de 5 anos detido pelo ICE

Liam Ramos e o pai dele estavam detidos há mais de uma semana; juiz norte-americano ordenou que eles sejam liberados até a próxima terça (3)

Multidão se reuniu na última semana em Minesotta para protestar contra atuação do ICE no estado

Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou, neste sábado (31), a libertação de Liam Conejos Ramos, de 5 anos, e do pai dele, detidos em uma Unidade do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE na sigla em inglês) no estado do Texas.

A ordem determinou que os dois sejam libertados “o mais rápido possível” e, no máximo, até a próxima terça-feira (3), enquanto o caso de imigração segue tramitando no sistema judicial. Eles estão detidos desde o dia 20 de janeiro.

Na data, Liam e o pai, Adrian Alexander Conejo Arias, foram levados por agentes de imigração na própria garagem na Região Metropolitana de Minneapolis e enviados até um centro de detenção no Texas projetado para manter famílias detidas.

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Os dois são naturais do Equador e, segundo o advogado da família, Marck Prokosch, eles se apresentaram às autoridades da fronteira do Texas para solicitar asilo no país em dezembro de 2024. Prokosch ainda ressaltou que eles não estão ilegais.

Casos de violência em Minneapolis

Em janeiro deste ano, Minneapolis foi palco de diversas ações de agentes federais. Milhares de migrantes, incluindo jovens e crianças, foram detidos e encaminhados para unidades do ICE.

A cidade foi marcada por tiroteios fatais nas últimas três semanas, incluindo a morte de dois cidadãos norte-americanos: Renee Good e Alex Pretti, os dois de 37 anos. Durante uma operação, em 7 de janeiro, um agente federal atirou no carro em que Renee estava.

A secretária de Segurança Interna, Kriti Noem, afirmou, na época, que havia uma multidão hostilizando os agentes e a mulher teria “transformado o seu veículo em uma arma”, tentando atropelar o policial. Para se defender, ele abriu fogo contra Renee. Mas, autoridades locais contestaram a versão da secretária.

Em 24 de janeiro, agentes federais atiraram e mataram Alex Pretti, sob a justificativa que o cidadão estadunidense estaria armado e resistiu à abordagem durante uma operação em Minneapolis, levando o agente a atirar em legítima defesa.

Porém, o jornal The New York Times publicou que repórteres analisaram um vídeo do ocorrido e revelaram que não há indício de que Alex estava armado, mesmo que ele tivesse autorização de posse de arma. O cidadão estadunidense foi atingido nas costas enquanto estava caído na calçada.

* Com informações da CNN Brasil

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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