Justiça dos EUA descarta pena de morte para Luigi Mangioni
Acusado se declara inocente; ele é suspeito de matar CEO de uma seguradora de saúde em 2024

Luigi Mangione não enfrentará pena de morte, decidiu a Justiça dos Estados Unidos nesta sexta-feira (30). Ele está sendo acusado de matar o CEO de uma empresa de saúde em 2024, em Nova York.
A juíza Margaret Garnett rejeitou duas acusações federais - homicídio e porte de arma com silenciador - que poderiam ter resultado na pena de morte para Mangione.
Essa opção "visa unicamente descartar a pena de morte como uma punição que o júri possa considerar", explicou a juíza em sua decisão.
- Saiba quem é Luigi Mangione, suspeito de matar CEO de seguradora de saúde nos EUA
- Luigi Mangione é acusado de ‘ato de terrorismo’ após matar CEO nos EUA
O suspeito, de 27 anos, ainda enfrenta acusações federais de perseguição e acusações estaduais de homicídio, que podem resultar em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
A seleção do júri para o julgamento federal começa em 8 de setembro. Já as alegações finais estão previstas para 13 de outubro. Em ambos os casos, Mangione se declarou inocente.
Relembre o caso
Luigi Mangione é acusado de atirar em Brian Thompson, CEO da UnitedHealthcare em uma rua de Manhattan em 4 de dezembro de 2024. Imagens de câmeras de segurança mostraram um atirador mascarado disparando contra o CEO.
Mangione foi preso cinco dias depois na Pensilvânia, cerca de 370 km do local do crime. Ele se tornou um símbolo da indignação dos norte-americanos contra as seguradoras de saúde, acuadas de priorizar o lucro em detrimento de seus serviços.
* Com informações da AFP.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



