Vírus Nipah: saiba como é feito o diagnóstico da infecção

Exame utilizado é o mesmo que detecta vírus como Zika, Ebola, H1N1 e Covid-19; dois casos foram confirmados na Índia

Exame utilizado é o mesmo que detecta vírus como Zika, Ebola, H1N1 e Covid-19

Cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena na Índia em meio um novo surto do vírus Nipah no país. Dois casos foram confirmados em Bengala Ocidental, neste mês de janeiro. Até o momento nenhuma morte foi confirmada. A doença tem alto índice de letalidade e não há medicamentos ou vacinas específicos.

Descoberto há 27 anos, o vírus Nipah circula em países da Ásia e está na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS) de patógenos com potencial epidêmico.

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Como é feito diagnóstico

Com sintomas iniciais parecidos com diversas doenças respiratórias e neurológicas, o diagnóstico pode demorar a ser concluído — o que dificulta na detecção de surtos, implementação de medidas eficazes e chance de controle da infecção.

O vírus Nipah pode ser diagnosticado com base no histórico clínico durante as fases aguda e de convalescença da doença. Os principais testes utilizados são o RT-PCR em fluidos corporais e a detecção de anticorpos por meio do ensaio imunoenzimático também é utilizada para verificar a presença do vírus.

O exame RT-PCR é um teste de laboratório que também é usado para confirmar a existência de infecções por vírus como Zika, Ebola, H1N1 e Covid-19. O método pode ser feito através de amostrar biológicas, incluindo sangue e secreções do fundo da garganta e narinas.

Casos confirmados na Índia

A OMS confirmou dois casos do vírus Nipah em enfermeiros no estado de Bengala Ocidental, na Índia. Os pacientes são um homem e uma mulher de 25 anos, que trabalham no mesmo hospital particular.

Eles apresentaram os primeiros sintomas no fim de dezembro e a infecção evoluiu rapidamente para complicações neurológicas. Os dois foram colocados em isolamento no início de janeiro.

O último boletim médico, divulgado no dia 21 de janeiro, apontou que o homem infectado estava se recuperando, enquanto a mulher estava em estado crítico. Não existem medicamentos ou vacinas específicos contra o vírus.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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