Cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena na Índia após a confirmação de dois casos do vírus Nipah, uma infecção rara e altamente letal. Há portanto, uma preocupação, já que se trata de uma doença incurável, com elevada taxa de letalidade e potencial de disseminação.
Descoberto em 1999, o vírus Nipah circula principalmente em países da Ásia e é monitorado por órgãos internacionais de saúde devido ao risco de surtos e epidemias.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de letalidade do vírus varia entre 40% e 75%.
Nipah tem tratamento?
De acordo com o infectologista Guenael Freire, à Itatiaia, o vírus Nipah não tem cura porque, até o momento, não existe um tratamento antiviral específico capaz de combatê-lo diretamente.
Segundo o especialista, diante dessa limitação, o tratamento adotado nos casos de infecção pelo Nipah é o chamado tratamento de suporte. Esse tipo de abordagem não atua diretamente contra o vírus, mas busca controlar os sintomas e manejar as complicações que podem surgir ao longo do quadro clínico.
“O cuidado é voltado para oferecer suporte ao organismo enquanto o próprio sistema imunológico do paciente atua para controlar e resolver a infecção”, afirma Freire.
Sintomas do vírus
A infecção pelo vírus Nipah pode provocar desde sintomas respiratórios até quadros mais graves, como encefalite, uma inflamação no cérebro que pode ser fatal.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o vírus Nipah como prioritário devido ao seu potencial de causar surtos com alto impacto na saúde pública.
Vírus pode chegar ao Brasil?
O risco de o vírus Nipah chegar ao território brasileiro neste momento é considerado baixo. Ainda assim, autoridades de saúde destacam a importância da vigilância sanitária, especialmente em relação a pessoas que viajaram recentemente para regiões onde há registro da doença.
Após a confirmação dos casos na Índia, aeroportos da Tailândia, do Nepal e de Taiwan