Igrejas cristãs da Colômbia rejeitam declarações de Petro sobre sexualidade de Jesus

Declarações de Petro foram alvo de críticas em um país onde 79% dos 50 milhões de colombianos se consideram católicos

Gustavo Petro, presidente da Colômbia

A Igreja Católica e as comunidades evangélicas da Colômbia repudiaram as declarações do presidente Gustavo Petro, nas quais ele afirma que Jesus Cristo manteve relações sexuais, um assunto delicado em um país profundamente religioso.

O chefe do Executivo afirmou, nesta quinta-feira (29), que Jesus Cristo “fez amor”, “possivelmente com Maria Madalena”, em um pronunciamento que gerou grande repercussão nas redes sociais. “Um homem que não ama não poderia existir”, “morreu cercado de mulheres que o amavam, e eram muitas”, acrescentou o líder de esquerda, que se declara católico, embora não atue segundo essa fé. Segundo a doutrina cristã, Jesus Cristo viveu em celibato, o que implica que não teve relações sexuais nem vínculos afetivos.

As declarações de Petro foram alvo de críticas em um país onde 79% dos 50 milhões de colombianos se consideram católicos, e 10% seguem outras vertentes do cristianismo. A Confederação Evangélica da Colômbia divulgou um comunicado afirmando que as afirmações do presidente “deturpam a verdade histórica, bíblica e teológica”. Além disso, considerou que tais declarações “constituem uma falta de respeito” a Jesus Cristo.

Por sua vez, a Conferência Episcopal da Igreja Católica solicitou “respeito, não interferência e proteção das crenças das pessoas”. “Nenhum funcionário ou outra pessoa está autorizado a emitir opiniões de ordem teológica”, complementou.

Petro foi educado em uma instituição católica e expressou sua admiração pela Teologia da Libertação, que, na América Latina, defendia os desfavorecidos e apresentava pontos em comum com certas correntes do marxismo.

Com informações de AFP

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