Em uma demonstração de força que eleva as tensões no Oriente Médio, o Exército do Irã anunciou nesta quinta-feira (29) a incorporação de mil novos drones estratégicos à sua organização de combate.
De acordo com a agência estatal Tasnim, as aeronaves não tripuladas foram distribuídas entre os quatro ramos das Forças Armadas. Os drones foram desenvolvidos por especialistas do Exército em cooperação com o Ministério da Defesa. Segundo o governo iraniano, os drones foram projetados nas categorias destrutiva, ofensiva, de reconhecimento e de guerra eletrônica. As armas teriam capacidade para atingir pontos específicos, fixos e móveis, em terra, no mar e no ar.
O Irã justifica a produção dos armamentos com base em ‘ameaças emergentes’, ao se referir a ofensiva de Donald Trump, e em ‘lições aprendidas com a guerra de 12 dias’, em referência ao confronto travado com Israel em junho do ano passado.
Ameaças dos EUA
As tensões entre Irã e EUA entraram em uma nova fase após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Washington tem adotado uma política de “pressão máxima”, exigindo que o Irã aceite um novo acordo nuclear sob termos muito mais restritivos, sob pena de sofrer ataques diretos. Por sua vez, o Irã interrompeu os canais diplomáticos de comunicação e declarou que qualquer ataque americano será considerado o início formal de uma guerra total.
Nesta semana, os Estados Unidos deslocaram um grupo de ataque liderado por um porta-aviões para a região do Irã. A iniciativa acontece após o governo de Donald Trump intensificar seu posicionamento contra o programa nuclear e as atividades militares desenvolvidas no país do Oriente Médio. O anúncio dos drones pode ser visto como uma mensagem direta de que o Irã possui capacidade de retaliação.