Raposa-voadora: conheça morcego ‘gigante’ principal hospedeiro do vírus Nipah

Espécie pode ultrapassar 1,50 metro de envergadura; animal não circula no Brasil

Raposa-voadora é hospedeira do vírus Nipah

A confirmação da casos de infecção do vírus Nipah na Índia neste mês de janeiro chama atenção para uma criatura curiosa: a raposa-voadora. Pertencente ao gênero Pteropus, esse morcego é conhecido por ser o principal hospedeiro natural do vírus.

A raposa-voadora é um morcego de grande porte, podendo ultrapassar 1,50 metro de envergadura - a distância de uma ponta da asa à outra - de acordo com o Aquário de São Paulo. O animal se alimenta principalmente de frutas, néctar e flores. A espécie não circula no Brasil, sendo encontrado no Sudeste da Ásia, na Oceania, em Madagascar e em outras regiões da África.

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Novo surto

Cerca de 110 pessoas na Índia foram aconselhadas a fazer quarentena em meio a um novo surto do Nipah. O isolamento aconteceu depois que dos funcionários de saúde foram infectados.

Os pacientes são um homem e uma mulher de 25 anos, que trabalham no mesmo hospital particular, segundo a OMS. Os dois apresentaram os primeiros sintomas no fim de dezembro e a infecção evoluiu rapidamente para complicações neurológicas.

O último boletim médico, divulgado no dia 21 de janeiro, apontou que o homem infectado estava se recuperando, enquanto a mulher estava em estado crítico.

O que se sabe sobre o vírus Nipah

O primeiro surto do Nipah foi reconhecido na Malásia e, posteriormente, atingiu a Singapura, há 27 anos. Na época, a maioria das infecções humanas aconteceram após o contato direto com porcos doentes.

Posteriormente, também foi comprovado que pessoas foram diagnosticadas com o vírus após o consumo de frutas ou produtos derivados de frutas contaminadas com urina ou saliva de morcegos infectados.

Casos também foram confirmados em Bangladesh e na Índia, quando o vírus se espalhou diretamente de pessoa para pessoa.

Não existem medicamentos ou vacinas específicos para a infecção pelo vírus embora a OMS tenha identificado o Nipah como uma doença prioritária no Plano de Pesquisa e Desenvolvimento. A taxa de letalitade é estimada entre 40% e 75%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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