A Prefeitura de Belo Horizonte se reúne, nesta quinta-feira (22), às 9h, com representantes de todas as regionais da cidade para ampliar o debate sobre o projeto de requalificação do Centro da capital mineira e bairro adjacentes. No encontro, serão definidas datas para que moradores, comerciantes, lideranças comunitárias e entidades possam contribuir com a construção coletiva para o futuro da área. Há previsão, segundo o Executivo municipal, de novas rodadas de reuniões ao longo de fevereiro e março deste ano.
As conversas têm como ponto de partida o Projeto de Lei 574 de 2025, que tramita na Câmara Municipal, que prevê uma série de mudanças na área central por meio de um instrumento do Plano Diretor: a Operação Urbana Simplificada (OUS). Já prevista na legislação, a OUS é usada pela Prefeitura de BH para promover melhorias urbanas, sociais e ambientais alinhadas às políticas públicas em desenvolvimento.
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“O objetivo é estimular a requalificação do Centro e bairros próximos, com o aproveitamento de imóveis subutilizados e a ampliação da oferta habitacional, com prioridade para moradias acessíveis e diversidade de usos. O incentivo à moradia na área central, por meio de Retrofit e da ocupação de áreas abandonadas, contribui diretamente para a revitalização do Centro”, afirma a prefeitura.
Ainda conforme o Executivo, a proposta reduziria a ociosidade de imóveis e a especulação imobiliária, além de fortalecer o uso da infraestrutura já existente e evitar custos de expansão da cidade para áreas mais distantes.
“Queremos recuperar o dinamismo do Centro e dos bairros vizinhos, aproximar as pessoas do trabalho, do comércio, dos serviços e da vida urbana. Isso só será possível com um planejamento que combine preservação, inclusão social e novos investimentos”, ressalta Leonardo Castro, secretário municipal de Política Urbana.
Com vigência de 12 anos, a proposta da OUS se soma a uma série de ações em curso no Centro da cidade, como as requalificações das praças da Estação, da Rodoviária, Vaz de Melo, do Parque Municipal e a recente recriação da Praça Fuad Noman, além do projeto-piloto do Cuis Lagoinha e do Parque de Integração da Lagoinha. Para Leonardo Castro, fortalecer o mercado residencial é essencial para dinamizar a economia local e ampliar a circulação de pessoas, inclusive no período noturno.